Michael J. Fox

Ator canadiano, radicado nos EUA, Michael Andrew Fox nasceu a 9 de junho de 1961, na cidade canadiana de Edmonton. Em 1976, o seu pai, um sargento do exército, decidiu reformar-se e a família instalou-se em Vancouver. No liceu, Fox chegou a ser colega de carteira de Bryan Adams, mas as suas intenções em seguir uma carreira de ator levaram-no a abandonar os estudos. Por influência de sua mãe, a atriz Phyllis Fox, conseguiu um papel de destaque na sitcom Leo and Me (1976), que se tornou um sucesso no Canadá. Adotou o sobrenome J. em homenagem ao ator Michael J. Pollard, a quem idolatrava, e em 1977, decidiu aventurar-se no teatro, estreando-se na peça The Shadow Box, que permaneceu em cena durante um ano. Mudou-se para Los Angeles em 1979, tendo desempenhado pequenos papéis em efémeras séries televisivas. A sua estreia cinematográfica fez-se na discreta comédia da Disney Midnight Madness (1980) na qual teve apenas uma fala. Quando Matthew Broderick recusou assumir o papel de Alex Keaton na série Family Ties (Quem Sai aos Seus, 1982-89), Fox soube agarrar a oportunidade e desempenhou a figura de um jovem sobredotado e extremamente conservador que se tornou numa das personagens mais populares de sempre da televisão americana e valeu a Fox três Emmys. Instado a regressar ao cinema, obteve algum sucesso com o seu desempenho em Teenwolf (O Lobijovem, 1985) mas a prestação que lhe valeu o reconhecimento a nível internacional foi o de Martin McFly no filme Back to the Future (Regresso ao Futuro, 1985), um jovem que empreende uma viagem ao passado e trava acidentalmente conhecimento com os seus pais quando estes ainda eram jovens. O filme foi um estrondoso sucesso e Fox repetiu a personagem em duas continuações rodadas em 1989 e 1990. Tentou dar um novo rumo à sua carreira, aceitando participar em filmes dramáticos, mas as suas incursões em Light of Day (À Luz do Dia, 1987) e Bright Lights, Big City (As Mil Luzes de Nova Iorque, 1988) revelaram-se desastrosas do ponto de vista comercial. Regressou à comédia no papel de um yuppie obcecado pelo trabalho em The Secret of My Success (O Segredo do Meu Sucesso, 1988) e teve um bom desempenho como oficial americano que tenta evitar a violação de uma jovem vietnamita em Casualties of War (Corações de Aço, 1989). Aquando das filmagens da comédia Doc Hollywood (1991), reparou que três dos seus dedos da mão direita tremiam descontroladamente. Foi-lhe diagnosticada a doença de Parkinson, facto que manteve incógnito dos fãs até 1998. Entre esse período, rodou alguns filmes como The American President (Uma Noite com o Presidente, 1995) e Mars Attacks! (Marte Ataca!, 1996). Os seus índices de popularidade voltaram a aumentar com o sucesso da sitcom Spin City (Cidade Louca, 1996-2000) na qual interpretava o assistente pessoal do mayor de Nova Iorque. Foi a voz do rato Stuart Little (1999), personagem que voltou a desempenhar na continuação rodada em 2002.
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