Mictlan

Inferno localizado no último nível do submundo, para onde iam as pessoas que morriam de doença ou velhice, excetuando as mulheres que morriam de parto e os guerreiros, que iriam acompanhar o Sol (Tonatiuh) no céu, e os afogados, que seriam encaminhados para o Tlalocan (vide Tlaloc). Para gozarem a paz da eternidade, os falecidos tinham de fazer uma perigosa viagem ao Mictlan, sendo-lhes dados poderes no funeral e sendo ajudados pelo deus Xolotl a vencer a prova. Esta viagem consistia em passar por serpentes, montanhas que se moviam umas contra as outras e um vento que cortava a pele, entre outros desafios, até finalmente chegarem a um rio que deviam transpor a nado ajudados por um cão. Esta é a razão de haver representações de cães nos sepulcros ou de se imolar um destes animais no ritual fúnebre.
O senhor deste inferno chamava-se Mictlantecuhtli, e morava a Norte. A este ponto cardeal era dada a cor vermelha, e o período cronológico eram os anos da "faca de pedra" ou Tecpatl. A atribuição de um deus, uma cor e um período cronológico a cada um dos pontos cardeais tem a ver com a grande importância simbólica que estes tinham para os povos indígenas americanos.
Como referenciar: Porto Editora – Mictlan na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-11-27 03:31:49]. Disponível em