Miguel Maia e João Brenha

Miguel Maia e João Brenha são dois dos melhores voleibolistas portugueses de sempre e ganharam grande notoriedade a partir do momento em que se dedicaram ao voleibol de praia. Miguel Maia nasceu a 23 de abril de 1971 e João Brenha a 6 de maio de 1970, ambos em Espinho. Amigos de infância, seguiram percursos muito semelhantes na carreira desportiva. Ambos se iniciaram, em 1979, no voleibol de pavilhão, na Académica de Espinho. Enquanto Maia depois passou por clubes como o Sporting de Espinho e o Sporting Clube de Portugal, Brenha só esteve no Castêlo da Maia. Na temporada 1994/1995, Maia e Brenha reencontraram-se definitivamente no Sporting de Espinho. Estrearam-se oficialmente no voleibol de praia na temporada de 1992/1993, tendo conquistado o primeiro de uma série de cinco títulos nacionais consecutivos. A estreia no estrangeiro aconteceu em 1994, no Japão. Maia e Brenha passaram assim a dividir o seu tempo de competição em dois períodos. No inverno, dedicavam-se ao voleibol de pavilhão e, no verão, ao de praia. O salto para a glória foi dado na variante de praia, com uma brilhante participação, em 1996, nos Jogos Olímpicos de Atlanta, nos Estados Unidos da América, onde alcançaram o 4.º lugar. Miguel Maia foi considerado o melhor defesa do torneio olímpico e João Brenha um dos mais eficientes a blocar. Tornaram-se numa espécie de heróis nacionais e ajudaram ao crescimento do voleibol de praia em Portugal, que passou a ser palco de algumas das mais importantes provas internacionais. Espinho, terra natal de Maia e Brenha, assumiu-se como a capital da modalidade e os dois atletas viram uma avenida local ser batizada com os seus nomes. Impulsionados pelo sucesso de Atlanta, Maia e Brenha marcaram presença contínua no circuito mundial, chegando a constar do top 10 do ranking. Os momentos altos foram as vitórias no Torneio de Ostende, na Bélgica, em 1998, e no de Moscovo, na Rússia, em 1999. Em 2000, regressaram aos Jogos Olímpicos, que tiveram lugar em Sydney, na Austrália, desta vez assumidamente à procura de uma medalha. Mas, mais uma vez, ficaram pela 4.ª posição. Paralelamente à variante de praia, nunca abandonaram o voleibol de pavilhão, contando cada um com mais de cem internacionalizações.
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