Mika Waltari

Escritor prolífico finlandês, Mika Toimi Waltari nasceu a 19 de setembro de 1908, em Helsínquia. O seu pai, um pastor e mestre-escola, morreu quando o jovem Mika contava apenas cinco anos, pelo que a mãe se teve que sacrificar para conseguir educar os seus três filhos. Mika Waltari guardaria profundas memórias dos tempos da Primeira Grande Guerra, da Guerra Civil Finlandesa e do período de fome que se lhe seguiu.
Após ter concluído os seus estudos secundários no Suomalainen Normaalilyseo, onde se havia iniciado em leituras de Flaubert, Oscar Wilde, Anatole France e Edgar Allan Pöe, e onde havia, como o resto do mundo testemunhado a descoberta do túmulo de Tutankhamon, publica o seu primeiro livro, com apenas dezassete anos, Jumalaa Paossa (1925).
Ingressa então na Universidade de Helsínquia como estudante de Teologia mas, contra a vontade da mãe, abraça a Filosofia e a Literatura, recebendo o seu diploma em 1929. Dois anos antes, Mika Waltari havia empreendido uma viagem a Paris onde, alojado no Hotel de Suède, escreveria o seu primeiro romance, Suuri Illusioni (1928, A Grande Ilusão").
Entre as décadas de 30 e 40, Mika Waltari trabalhou como jornalista, crítico de literatura, escrevendo para jornais como o Maaseudun Tulevaisuus, de 1932 a 1942 e para a famosa Suomen Kuvalehti, ainda hoje a revista semanal mais popular na Finlândia, da qual seria editor adjunto de 1936 a 1938.
Em 1931 casaria com Marjatta Luukkonen, de quem teria uma filha, e em 1937 ganharia o primeiro prémio de um concurso literário com o romance Vieras Mies Tuli Taloon (1937, "Um Estranho Chegou à Quinta"). Sendo um escritor prolífico, Waltari escreveu romances policiais, poemas, contos ensaios, histórias de encantar, diários de viagem, argumentos, peças de teatro e memórias. O ritmo alucinante com que escrevia levava-o a beber em demasia, a sofrer de insónias, tendo chegado, por várias ocasiões, a ser submetido a tratamento psiquiátrico.
Em 1945, Mika Waltari dava início a um novo período literário, dedicando-se ao romance histórico, com a publicação de Sinuhe, Egyptiläinen ("O Egpício"), obra traduzida para a língua portuguesa. Continuaria com Mikael Karvajalka (1948), Johannes Angelos (1952) e culminando com Turms Kuolematon, publicado em 1955, e possivelmente a sua melhor obra, já que nela consegue apreender a essência do paganismo numa narrativa plenamente simbólica e cuidada.
De 1957 a 1978, Mika Waltari foi membro da Academia da Finlândia, tendo vindo a falecer a 26 de agosto de 1979, em Helsínquia.
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