Mike Figgis

Realizador e argumentista inglês nascido a 28 de fevereiro de 1948, em Carlisle, Cumbria, viveu até aos oito anos em Nairobi, no Quénia.
Estudou música em Londres e foi membro do grupo de rythm & blues Gas Board, do qual Bryan Ferry chegou a fazer parte como vocalista. Integrou igualmente o grupo de teatro experimental inglês The People Show e produziu algumas encenações teatrais.
Em 1984, estreia-se como realizador de uma aclamada produção televisiva, o telefilme The House e, em 1988, é a vez da Sétima Arte, ao realizar o seu primeiro filme, Stormy Monday (Dia de Tempestade), cujo argumento é também da sua autoria. Com interpretações de Melanie Griffith, Tommy Lee Jones e Sting nos principais papéis, o filme faz algum sucesso e vale-lhe um convite para ir para Hollywood trabalhar. Dois anos depois, realiza o thriller Internal Affairs (Ligações Sujas), protagonizado por Richard Gere numa das suas melhores interpretações. Gere é Dennis Peck, um polícia corrupto que engana todos até começar a ser investigado pelo detetive Raymond Avila (Andy Garcia). Em 1991, realiza Liebestraum e, em 1993, faz Mr. Jones, novamente com Richard Gere, que conta a história amorosa entre um homem maníaco-depressivo (Gere) e a sua psiquiatra (Lena Olin). Segue-se a adaptação ao cinema da peça de Terrence Rattigan The Browning Version (1994), com Albert Finney, Greta Scacchi, Matthew Modine e Julian Sands nos principais papéis. No ano seguinte, realiza Leaving Las Vegas (Morrer em Las Vegas), baseado no romance de John O'Brien, que lhe traz grandes aplausos da crítica e o reconhecimento do público. Conta a história de Ben (Nicholas Cage), um escritor que decide ir para Las Vegas beber até morrer, estabelecendo uma relação invulgar com a prostituta Sera (Elisabeth Shue). Cage recebe o Óscar para melhor ator e Figgis é nomeado para o Óscar de melhor realizador e melhor argumento adaptado.
Em 1997, realiza One Night Stand (Cúmplice à Noite), um filme com Wesley Snipes e Nastassja Kinski, sobre as repercussões de uma noite de traição. O filme tem uma receção calorosa internacionalmente e Snipes ganha o prémio para melhor ator do Festival de Veneza.
Figgis volta à ação com The Loss of Sexual Innocence (A Perda da Inocência, 1999), cujo argumento é também da sua responsabilidade. Uma história pouco linear com Julian Sands e Saffron Burrows, sobre a descoberta da sexualidade. Ainda no mesmo ano, realiza Miss Julie, uma adaptação da peça de August Strindberg sobre um amor ilícito.
Em 2000, com Time Code, Figgis recorre a um procedimento experimental de split screens (ecrã dividido) para contar a mesma história vista de diferentes perspetivas. O filme acaba por ser bem acolhido, mas faz pouco sucesso comercial.
Destaque ainda para a comédia romântica Hotel (2001), onde volta a utilizar o mesmo procedimento de Time Code, e o thriller Cold Creek Manor (A Casa de Campo, 2003), com Dennis Quaid e Sharon Stone.
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