Milo

Ilha grega do mar Egeu da parte sudoeste das Ciclades. O seu nome antigo era Melos. A ilha é constituída por uma grande plataforma de rocha vulcânica. A baía profunda a norte é o que resta de uma cratera submersa.
Segundo os testemunhos obtidos através de escavações, pensa-se que a ilha tenha sido ocupada pelos fenícios. É possível a existência de uma civilização pré-histórica por volta do século XIII a. C.. Terá ocorrido posteriormente a invasão dos dóricos, que Tucídides data de 700 anos antes da conquista ateniense, em 416 a. C. Milo entrou em 480 a. C. na batalha de Salamina. Acabaria igualmente por entrar na Guerra do Peloponeso, com o ataque de Nicia em 426 a. C., ao qual Atenas exige a rendição. Tentando conservar a sua liberdade face ao poder marítimo de Atenas, os seus habitantes decidem entrar na primeira liga naval ática em 425-424 a. C., após a violenta incursão de Nicia. Como tributários da liga foram muito indisciplinados, obrigando Atenas a tomar medidas radicais e onerando-os com um pesado tributo. Nos fins do século V a ilha foi tomada e a população morta ou reduzida à escravatura. Com o declínio de Atenas no fim da Guerra do Peloponeso, Milo foi libertada pelo espartano Lisandro. Posteriormente a ilha esteve em poder dos Macedónios e, depois, dos romanos.
Atingiu grande importância durante o período minoico devido a atividades comerciais com a civilização da ilha de Creta (minoicos).
A sua importância a nível artístico está patente nas antigas ruínas que se podem observar e onde se descobriu uma das mais belas representações escultóricas de Vénus e que constitui uma obra-prima do período helenístico - a Vénus de Milo. Notáveis são igualmente os vasos mélios que datam do século VII a. C. e os relevos mélios do século V a. C.
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