Miquerinos

Foi o quinto rei da IV Dinastia egípcia, tendo governado aproximadamente entre 2532 e 2504 a. C. O "Papiro de Turim" não é esclarecedor a este respeito, uma vez que não se percebe, pela degradação do documento, se reinou 18 ou 28 anos. Aparece referido por Maneton como Mencheres, sendo Miquerinos (que significa "os kau de Rè são firmes") a forma grega do nome egípcio Menkaure. Filho do faraó Quéfren e da sua mulher Khamerernebti I, casou com uma irmã sua, Khamerernebti II, entre outras mulheres. Miquerinos teve uma filha, Khentkawes, e dois filhos, Khuenre (que morreu antes do pai) e Shepseskaf. Segundo testemunhos como o do historiador Heródoto o reinado de Miquerinos teria sido próspero, devido talvez a medidas que tomou para incentivar as relações diplomáticas e o comércio externo, como atestam objetos desta época presentes em Biblos. Para a fama tanto desta prosperidade como da sua benevolência contribuiu igualmente o facto de ter eliminado algumas das medidas repressivas impostas pelos seus predecessores e ter voltado a abrir templos que tinham sido fechados para a continuação das obras dos túmulos dos mesmos, o que terá atraído o favor dos deuses.
Miquerinos foi o rei que mandou erigir a terceira pirâmide em Gizé, que só foi acabada depois da sua morte pelo seu filho Shepseskaf e sofreu obras de melhoria e ampliação das Dinastias V e VI, o que indica a importância atingida por este governante. Na XXVI Dinastia foi ainda restaurado o interior da pirâmide e a câmara funerária recebeu um sarcófago em pedra. O plano contemplava um revestimento em granito, que nunca foi concretizado. De Miquerinos subsistiram ainda um elevado número de estátuas em xisto (algumas incompletas), entre as quais se destacam as encontradas no templo do vale do seu complexo funerário, que o representam integrado em díades e tríades com a sua mulher e a deusa Hathor.
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