Mira

Aspetos Geográficos
O concelho de Mira, do distrito de Coimbra, localiza-se na Região Centro (NUT II), no Baixo Mondego (NUT III). Situa-se na província da Beira Litoral e é limitado a norte pelo concelho de Vagos (distrito de Aveiro), a nascente e sul pelo de Cantanhede e a poente pelo oceano Atlântico.
No aspeto morfológico, a região é constituída por uma extensa planície de terrenos arenosos, sedimentares, férteis, e bem irrigados que não ultrapassam os 25 metros de altitude. Ao longo da orla marítima, estende-se uma mancha verde de pinhal, como uma forma de proteger os campos de cultivo do avanço das dunas. O lado oeste do concelho é dominado por praias e também por lagoas de água doce, sendo de destacar duas delas: uma é a da Barrinha, a 400 metros da costa, com cerca de 1300 metros de comprimento e 600 de largura, e a outra é a Lagoa de Mira, a 3700 metros da costa, com cerca de 1200 metros de comprimento e 800 de largura.
Este concelho tem uma superfície total de cerca 124,1 km2 e é constituído por quatro freguesias: Mira, Carapelhos, Praia de Mira e Seixo.
Em 2005, o concelho apresentava 13 025 habitantes.
O natural ou habitante de Mira denomina-se mirense.

História e Monumentos
A origem de Mira é atribuída aos Romanos e considera-se que a sua toponímia se deve à passagem dos Árabes, pelo que Mira deriva da palavra árabe Emir, que significaria Senhor.
A 12 de julho de 1448, D. Pedro atribuiu autonomia judicial e administrativa a Mira, em relação a Coimbra. Este facto foi muito importante na história do concelho; prova disso é a estátua representativa de D. Pedro, colocada na área central da Praça da República. A 27 de agosto de 1514, foi feita a confirmação de Mira como concelho, através da concessão de foral por D. Manuel II.
A nível do património arquitetónico, é classificada apenas a Igreja Matriz, de estilo renascentista, reedificada em 1690.

Tradições, Lendas e Curiosidades
O feriado municipal em Mira é no dia 25 de julho, quando se realiza a procissão da festa em honra de S. Tomé (padroeiro da vila).
Relativamente a outras festividades do concelho, serão de destacar: a Festa da Nossa Senhora da Consolação, a da Nossa Senhora do Ó, a da Nossa Senhora da Boa Viagem e a do Senhor dos Aflitos. Nos dias 23 de cada mês, existe uma feira ao ar livre, junto à Escola Secundária de Mira e nos dias 11 e 30 de cada mês, é realizada uma outra de maiores dimensões, em Portomar.
Tem também, como atrativos turísticos, a Casa Senhorial do Visconde de Mira, as casas típicas gandaresas, os moinhos de água e a pesca à xávega, ou seja, um tipo de pesca típica em que os bois puxam a rede e os barcos do mar. Será também de referir os seus cinco ranchos folclóricos.

Economia
A nível económico, o concelho tem vindo a sofrer algumas alterações no seu sistema produtivo. A atividade agrícola, nomeadamente da produção de batata e milho, tem vindo a perder o seu peso na economia local, à exceção da Pecuária Montalvo, passando esta a ser uma atividade complementar no rendimento familiar. Cerca de 40% da população dedica-se ainda ao setor das pescas e agricultura (primário); 26% dedica-se ao setor industrial (secundário) e 34% aos setores do comércio e serviços (terciário).
Nas últimas décadas, delineou-se um desenvolvimento industrial e comercial, essencialmente nos setores: alimentício, de mobiliário e de cerâmica. O turismo tem vindo a ser bastante promovido, essencialmente pela construção de aldeamentos turísticos.
Como referenciar: Mira in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-09-16 03:18:00]. Disponível na Internet: