moeda

Originalmente, a troca de bens era direta, trocava-se um bem pelo outro sem moeda intermediária. Só por volta do século VII a. C., na Ásia menor, surgiu a moeda metálica que permite a compra e venda dos bens ou produtos. Apresenta três grandes funções:
- serve de padrão (medida) de valor, isto é, permite a tradução (e, consequentemente, a comparação) do valor dos bens numa única unidade de medida, a unidade monetária; - é intermediária das trocas, ou seja, como meio de pagamento, serve de contrapartida às entregas físicas de bens ou às prestações de serviços; por outro lado, permite pagar dívidas;
- é uma reserva de valor, na medida em que quem entesoura moeda está a guardar um determinado valor para o poder utilizar no futuro (pois o dinheiro continua, daqui a alguns anos, a ter capacidade de compra).
A moeda nem sempre teve o carácter que lhe conhecemos hoje. De facto, começou por ser uma moeda-mercadoria, em que um ou mais bens específicos eram aceites por toda a comunidade como meio válido de troca e como referência para a determinação do valor dos bens em geral. Só numa fase posterior, por volta do século VII a. C., na Ásia menor, surgiu a moeda metálica (hoje reduzida à moeda de trocos, uma vez que a que adquire destaque é a moeda de papel - notas de banco). O crescimento do sistema bancário levou ao aparecimento da moeda fiduciária e, mais tarde, no século passado, da escritural (hoje com utilização generalizada e dominante).
Como referenciar: moeda in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-10-24 00:21:06]. Disponível na Internet: