Mogóis de Baber

Em 1526, Baber, quinto descendente de Timur, invadiu a Índia, por instigação do governador do Punjab. Obteve a vitória de Panipat sobre Ibraim, último rei da dinastia afegã ou de Lodi, e fundou o Império do Grão-Mogol, assim denominado por deturpação do nome mongol, que, pelo menos o nome, subsistiu até 1857.

Fixou o imposto que tinham de pagar os agricultores (um terço do produto líquido), deixando-lhes a liberdade de o fazerem em espécie ou dinheiro. Também é do seu tempo a distinção entre as terras jalsa (imperiais) e jagir (outorgadas como prémio) e a criação de uma organização feudal, em que entravam também os rajputas. Foi tolerante tanto com as raças como com as diferentes religiões, ainda que tenha criado uma religião de Estado, mistura de várias, em que adorava o Sol cada manhã e por sua vez era adorado pela multidão.
Akbar, neto de Baber, reinou de 1556 a 1605 e pouco a pouco foi conquistando quase toda a Índia, menos o Decã. O seu nome, porém, tornou-se célebre pela sua administração e a sua reputação ainda não se extinguiu na Índia nos dias de hoje.

O seu filho Jahangir subiu ao trono em 1605 e o seu neto Shah Jehan em 1658. Este último construiu o maravilhoso Taj Mahal em Agra e foi aprisionado pelo seu próprio filho, Aurengzeb, que usurpou o trono e levou o Império do Grão-Mogol ao apogeu da sua grandeza.

A morte de Aurengzeb em 1707 produziu a rápida decadência do Estado. Os governadores ou vice-reis maometanos e os rajás hindus que possuíam os seus territórios em feudos tornaram-se sucessivamente independentes.
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