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Monforte
Aspetos Geográficos
O concelho de Monforte, do distrito de Portalegre, localiza-se na Região do Alentejo (NUT II), no Alto Alentejo (NUT III). Ocupa uma área de 420,1 km2 e abrange quatro freguesias: Assumar, Monforte, Santo Aleixo e Vaiamonte.
O concelho encontra-se limitado a norte pelos concelhos de Crato e Portalegre, a este por Arronches e Elvas e a oeste por Fronteira e Alter do Chão e a sul por Estremoz e Borba (ambos do distrito de Évora).
Este concelho apresentava, em 2005, um total de 3263 habitantes.
O natural ou habitante de Monforte denomina-se monfortense.
Possui um clima marcadamente mediterrânico, caracterizado por uma estação seca bem acentuada no verão. A precipitação ronda os 500 mm entre os meses de outubro e março e os 170 mm no semestre mais seco.
O edificado estende-se no alto de um monte, a cerca de 300 m de altitude, junto da margem esquerda da ribeira Grande. A nível de elevações, destacam-se os montes da Amendoeirinha (328 m), o monte Sete (320 m) e o de Vaiamonte (393 m).
Como recursos hídricos, destacam-se a ribeira da Carrinha, a ribeira da Matança, a ribeira dos Freixos, a ribeira da Coutada e a ribeira de Algalé.

História e Monumentos
A ocupação humana deste território começou no período neolítico, com pequenas comunidades agropastoris. A civilização romana teve uma influência importante nestas terras deixando um rico legado patrimonial. Durante a Idade Média existiam no território do atual concelho dois núcleos populacionais distintos, a Vila de Monforte e a Vila de Assumar.
A primeira Carta de Foral foi outorgada em 1257, por Afonso III, à Vila de Monforte. Ser-lhe-ia dada nova Carta de Foral em 1 de julho de 1512, por D. Manuel I.
Em 1281, D. Dinis ofereceu-a à sua filha D. Isabel, como dote do seu casamento. Em 1455, a Vila de Monforte entrou na posse do domínio territorial da Casa de Bragança, através da doação feita por D. Afonso V ao conde de Arraiolos.
O topónimo deriva de monte fortificado ou de forte, onde a povoação parece ter tido origem.
A nível do património monumental, destacam-se as ruínas da villa lusitano-romana de Torre de Palma, local este ocupado entre o século I e o século VII; e a basílica paleocristã, datada do século IV. É uma villa rústica, onde uma poderosa família romana, os Basílii, cujo nome é conhecido por uma inscrição encontrada no local, construíram uma residência, aí se fixando, rodeando-se dos seus servos e amigos, recebendo numerosos convivas e viajantes e explorando um vasto latifúndio. A villa desenvolveu-se junto de um pequeno riacho, em torno de um vasto pátio interior, de forma trapezoidal. As instalações da villa dispunham-se à volta de um peristilo, pátio quadrangular com um alpendre assente em colunas e que era pavimentado com diversos mosaicos. É atualmente a maior área escavada, em Portugal, de uma villa romana. Os trabalhos arqueológicos puseram a descoberto a casa do proprietário, dois complexos balneários, a área serviçal, os celeiros, lagares, pátios e a basílica paleocristã.
São ainda de referir a Igreja Paroquial de Santo Aleixo, do século XVII, de estilo maneirista, e a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, classificada como Imóvel de Interesse Público.

Tradições, Lendas e Curiosidades
São muitas as manifestações populares e culturais do concelho, sendo de destacar a festa de Nossa Senhora dos Milagres, realizada em Assumar; a festa de Nossa Senhora do Parto, em Monforte; a romaria e festa de Nossa Senhora dos Prazeres, na freguesia de Prazeres; a festa popular e religiosa de Nossa Senhora das Neves, em Vaiamonte; e a Monforfeira, realizada em maio e que dura cerca de uma semana, em que decorrem espetáculos, touradas, jogos tradicionais e a venda de artesanato e de produtos gastronómicos.
A nível de artesanato merecem referência os trabalhos em cortiça, em madeira, em pedra, em chifre e em bunho, os lavores femininos e os trabalhos em pele.

Economia
No concelho predominam as atividades ligadas ao setor primário, ou seja, a agricultura e a criação de gado, seguidas das do setor secundário, representada pelas indústrias de exploração do granito. O setor terciário não possui grande importância económica.
No que se refere à agricultura, destacam-se os cultivos de cereais para grão, os prados temporários e culturas forrageiras, as culturas industriais, o pousio, o olival, os prados e pastagens permanentes. A pecuária tem também alguma importância, nomeadamente na criação de suínos, ovinos e bovinos.
Cerca de 164 ha do seu território são cobertos de floresta.
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