monofisismo

O monofisismo foi uma doutrina herética oriental do século V d. C. O nome de "monofisismo" advém da crença em uma só natureza (ou physis, em grego) na pessoa de Cristo. O seu principal promotor foi Eutiques, que acabou por ser condenado no Concílio de Calcedónia em 451.

Na segunda sessão deste concílio, leu-se a carta Tomus ad Flavianum, carta esta dirigida ao bispo de Constantinopla, que continha as conceções dogmáticas do papa Leão Magno ou Leão I (440-461) relativamente às naturezas de Jesus Cristo e foi aceite por todos os presentes no concílio.

Na quinta sessão, foi finalmente fixada pelos vinte e cinco bispos presentes uma fórmula de fé em que se tornava inquestionável a pessoa do Filho (Jesus), que era uno e completo em cada uma das suas naturezas, a divina e a humana. Estas duas naturezas, completas, conviviam numa só pessoa, Cristo. Na sexta sessão, esta fórmula foi aceite também pelos imperadores bizantinos Marciano e Pulquéria, sendo contudo rejeitada por um dos mais acérrimos monofisitas, Dióscuro.
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