montagem altazimutal

Os telescópios para observação astronómica ou mesmo as lunetas para observação terrestre são instrumentos preciosos pela ampliação que produzem dos objetos longínquos, permitindo ver detalhes só possíveis se nos aproximássemos significativamente dos objetos. No caso concreto da astronomia, os objetos em estudo estão, quase sem exceção, a uma distância tão grande que sem a ajuda do telescópio não teríamos conhecimento da existência da grande maioria dos que hoje conhecemos. Mas, para ver bons pormenores em imagens fortemente ampliadas, precisamos que estas estejam estáveis ou mesmo paradas. Segurar um telescópio com as mãos e tentar observar um objeto 40 ou 50 vezes ampliado é uma tarefa literalmente impossível. Como tal, o telescópio terá de ser apoiado num tripé ou num pilar que ofereça uma quase total ausência de vibrações. Mas para permitir que se possa fazer pontaria para qualquer lado do céu impõe-se a necessidade de implementação de uma montagem ou armação entre o telescópio e o tripé. Essa montagem deverá ser sempre uma peça robusta para garantir firmeza às torções que o peso do telescópio oferece. Apesar de existirem com diversas formas, podemos dividir as montagens dos telescópios em dois grandes grupos: as equatoriais e as altazimutais. Tanto uma montagem como outra têm dois eixos para permitir uma movimentação total ao telescópio ou à luneta. As montagens equatoriais têm um dos dois eixos paralelo ao eixo de rotação da Terra. As montagens altazimutais têm um que se move em azimute e outro em altura. O eixo que possibilita o movimento em azimute é um eixo vertical, que pode ser rodado tanto para a direita como para a esquerda num ângulo de 360º. O segundo eixo que permite o movimento em altura é um eixo horizontal, que poderá ser utilizado na astronomia para observar objetos entre os 0º no horizonte até aos 90º no zénite e para observação terrestre para ângulos que podem ser inferiores a 0º. A montagem altazimutal é uma armação simples, que por isso mesmo pode ser mais económica e robusta. É a montagem ideal para observação terrestre. Para a observação astronómica, a montagem altazimutal oferece algumas limitações, pois ambos os eixos têm de ser utilizados para o acompanhamento dos astros e esse movimento é diferente consoante o objeto e conforme a posição do mesmo no céu. Para fazer astrofotografia de longa exposição acontece ainda uma terceira rotação neste tipo de montagem que terá de ser compensada por um terceiro eixo de movimento variável que se denomina rotação de campo. A rotação de campo pode ser compreendida observando a Lua perto do horizonte pouco depois de nascer e pouco antes de se pôr e reparar que num local o nosso satélite poderá estar com uma aparência de barco e na outra estará numa posição invertida. Essa rotação é muito lenta, mas em astrofotografia poderá revelar-se um problema no momento em que os objetos que estão dentro do campo de visão rodam sobre si próprios, descrevendo círculos. Mas a montagem altazimutal tem grandes vantagens em relação à equatorial. Em primeiro lugar, o tubo do telescópio pode ser instalado equilibradamente a meio desta armação de tal forma que dispensa a utilização dos contrapesos. Esta diminuição de peso também diminui o grau de robustez necessário à armação. Outro facto é a menor complexidade desta montagem, o que diminui os custos de produção. Por tudo isto, a montagem altazimutal, que é das mais simples e antigas, pode ser encontrada tanto nos modelos mais económicos de telescópios e lunetas como também nos maiores e mais complexos observatórios do Mundo.
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