Movimento das Sufragistas

A luta pela igualdade de direitos das mulheres intervirem na política ativa, e sobretudo o direito ao voto, foi designada como Movimento das Sufragistas. As raízes desta luta pela igualdade de oportunidades políticas entre homens e mulheres remonta à Antiguidade Clássica e ressurgiu na Idade Média, mas nestes tempos até os homens se viam confrontados com inúmeros impedimentos que travavam o direito de voto da maioria da população, mesmo da masculina.
Este movimento começou a tomar forma na América pós-revolucionária. As mulheres americanas cada vez mais intervinham na vida pública, ganhando uma projeccção superior à das mulheres europeias. Entre 1691 e 1780 as mulheres proprietárias de Massachusetts podiam votar, e alguns grupos como os American Quakers e indivíduos como Thomas Paine defendiam a emancipação das mulheres. No século XIX as sufragistas americanas trabalhavam em movimentos abolicionistas, até ser decidida a criação de um movimento exclusivamente sufragista, onde se destacaram Lucretia Coffin Mott, Elizabeth Cady Stanton, Wendell Philips e Ralph Waldo Emerson.
Em 1848 Mott e Stanton prepararam a primeira Convenção dos Direitos das Mulheres, reunida em Seneca Falls, em Nova Iorque. As líderes feministas em 1869 criaram a National Woman Suffrage Association, e outra fação sufragista formou a American Woman Suffrage Association. Em 1890, Stanton e Anthony fundiram-se com esta última fação para fundar a National American Woman Association. Finalmente, o direito de voto das mulheres foi concedido nos Estados do Colorado (1893), no Utah e em Idaho (1896), em Washington (1910).
Este movimento americano culminou com a aprovação pelo Congresso Americano em 1919 da Emenda à Constituição que concedia o direito de voto independentemente da raça e do sexo.
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