Movimento Político Vida Nova

Grupo constituído pelos partidários do Partido Progressista, na segunda fase do Rotativismo, adepto da monarquia, dos quais faziam parte Oliveira Martins, António Cândido e Carlos Lobo de Ávila, admiradores do poder pessoal despótico de Bismarck e do modelo político alemão, principalmente do Kulturkampf.
Este movimento político defendia o reforço dos poderes do Executivo e do rei, libertando-o do papel meramente simbólico que até aí exercia. Isto é, o monarca não devia funcionar apenas como árbitro entre os diversos partidos políticos, mas intervir nas questões do Estado.
O Grupo Vida Nova pretendia reformar por dentro o Partido Progressista, defendendo a renovação da vida política através da introdução de reformas na economia e com uma justiça social maior, o que só seria possível com governos fortes e uma autoridade régia forte. Isto significava a adesão de Oliveira Martins às teses do socialismo alemão, que se orienta, nos finais dos anos 80, para um socialismo de cátedra, isto é, diz que o movimento operário é incapaz de mudar por si só a economia e a sociedade, defendendo que as reformas devem ser implantadas por cima. É este conceito que faz ingressar Oliveira Martins no Grupo Vida Nova. Porém, o que Oliveira Martins defendia, ou seja, o lançamento de um programa patriótico pelo Partido Progressista, não foi possível de concretizar. O seu grupo acabou por abandonar o partido no inverno de 1887, quando Oliveira Martins, Guerra Junqueiro e António Cândido, todos deputados pelo Partido Progressista, e um par do reino, o Conde de Ficalho, formaram um dos grupos mais célebres deste período da vida política portuguesa, o grupo dos Vencidos da Vida.
O próprio príncipe D. Carlos intitulava-se como Vencido Suplente.
Este grupo, constituído pelas personagens mais célebres da vida política e artística portuguesa, seguia as teses de Oliveira Martins, defendendo um socialismo de Estado.
Quando morreu D. Luís, a 19 de outubro de 1889, D. Carlos subiu ao trono rodeado por todos estes homens.
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