Mundo Galo-Romano

A cultura galo-romana desenvolveu formas originais em que os modelos gregos e romanos se assimilaram harmoniosamente no imaginário simbólico gaulês.
Os dialetos falados na Gália antes da conquista romana foram suplantados de uma forma imperfeita pelo latim, a tal ponto que a utilização da língua celta está ainda atestada no século V da nossa era. O latim esteve durante muito tempo circunscrito aos meios urbanos. Era - tal como grego - ensinado nas escolas frequentadas por uma minoria de famílias ricas. Apesar de serem excelentes na arte da oratória, os Gauleses não deram autores de primeiro plano à literatura latina.
A originalidade da cultura galo-romana manifesta-se sobretudo nas realizações materiais. Alguns tipos de monumentos parecem ter nascido na Gália. Citamos o forum fechado, a sobreposição de vastas galerias subterrâneas, os criptopórticos, o teatro-anfiteatro, adaptado a todos os tipos de espetáculos, o templo de tradição gaulesa (fanum).
Tradução e inovação unem-se na estatuária, frequentemente com uma técnica menos segura do que a dos seus equivalentes italianos ou orientais. A inspiração desta arte fornece uma documentação insubstituível sobre os assuntos do quotidiano. Os mosaicos são produzidos no vale do Reno e na Aquitânia. As artes decorativas (o vidro, que atinge o seu apogeu em finais do século II, e a cerâmica sigillata), na sua infinita variedade, constituem um dos grandes triunfos dos artesãos galo-romanos, que mantêm a qualidade das suas produções até ao termo do Baixo Império.
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