Musa Alentejana. Lira de outono

Volume póstumo que inclui a segunda edição de Musa Alentejana, prefaciada por António Sardinha, e uma compilação de poesias inéditas, Lira de outono, prefaciada por Hipólito Raposo e dividida em duas partes: "Poemas do Alentejo" e "Últimas poesias".
Na "Abertura" da primeira parte, o autor apresenta os seus versos "sem cor e sem frescura", compostos "à vaga meia luz dos [seus] dias de outono...". À evocação da infância, das suas figuras míticas e do seu espaço simbólico (desde os sonetos iniciais, "Meu pai", "Minha mãe", "Reguengos" e "Recordações"), junta-se a descrição de tipos campesinos e de episódios pitorescos ("O cavador", "O semeador", "S. João", "Lavadeiras"). Nas "Últimas poesias" predominam os motivos fúnebres e decadentistas, evidenciados nos títulos das composições: "Finados", "Chuva", "Noturno", "Tédio mortal" (onde aflora o desejo do suicídio), "Melancolia", "Sexta-feira de paixão" e "Pátria agonizante" (onde a visão decadentista se estende ao destino coletivo da nação).
Como referenciar: Musa Alentejana. Lira de outono in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-12-10 02:51:37]. Disponível na Internet: