Musa Alentejana

Volume de poesias caracterizado pelo lirismo bucólico e pitoresco de inspiração neorromântica, perpassado pela presença da paisagem física e humana do Alentejo ("Canções das rosas", "Ao rebentar das seivas", "As mondadeiras", "Moças de Bencatel", "O senhor morgado", "A cruz de trovisco", "Tragédia rústica", "Benvinda"). A nostalgia do espaço mítico da infância (expressa logo no poema de abertura, "A sesta"), conducente à melancolia do sujeito poético ("Há que tempo que isto foi! Os anos passam/ E a gente muda tanto!/ Nos turbilhões desta contínua lida/ Fica-nos muitas vezes esquecida/ Qualquer bela impressão da nossa vida,/ Como uma flor que nos caísse a um canto!", em "A velha canção"), relaciona-se com a evocação da figura materna (em "A santa Cruz") e com o apregoar do ideal de regresso às origens (em "Salada primitiva", "Íntima paz", "A ceia").
Como referenciar: Musa Alentejana in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2021. [consult. 2021-01-19 05:39:39]. Disponível na Internet: