Mustafá-Ali

Vizir do Império Otomano, nasceu em 1535, perto de Constantinopla, e morreu em 1580, próximo de Tiflis. Torna-se uma figura de primeiro plano numa altura em que ascendem ao poder soberanos decadentes, como Selim II, que irão desbaratar a herança de um grande império construído por Solimão, o Grande (falecido em 1566). É precisamente o seu sucessor, Selim II, quando ascende ao poder, que o nomeia grande marechal da corte (1566). Contudo, a sua atuação neste cargo não satisfez o imperador, que o destitui por incapacidade pouco depois. No entanto, em 1570, à frente de um corpo militar otomano, apodera-se da ilha de Chipre, que fora tomada de forma brilhante pelo grão-vizir Sokolly, e autoriza uma pilhagem violenta, por todos condenada. É também devido à sua incompetência que os turcos irão sofrer a pesada derrota naval em Lepanto (7 de outubro de 1571) frente às forças hispano-austríacas comandadas por D. João de Áustria, onde, inclusivamente, se registou uma revolta nas galés otomanas. Relegado para uma província nos confins do Império, regressará aquando da subida ao poder de Amurad III (que assassinou os irmãos, pretendentes ao trono). Este confia-lhe o comando de uma armada na campanha de Tauris contra os Persas; contudo, Mustafá-Ali registou mais um insucesso; humilhado pela derrota, pôs termo à vida, envenenando-se.
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