Nancy Bayley

Psicóloga norte-americana, nascida a 28 de setembro de 1899, em Dalles, no estado de Oregon, e falecida em 1994, em Carmel, no estado da Califórnia.
Querendo ser professora de Inglês, entrou para a Universidade de Washington, em Seattle, mas, após um curso de introdução à psicologa com Edwin Guthrie, enveredou pelos estudos de psicologia, terminando a sua licenciatura, em 1922, e o mestrado, em 1924. Bayley obteve o doutoramento, em 1926, pela Universidade de Iowa, tendo-se debruçado sobre o recente galvanómetro para medir, nas crianças, respostas elétricas da pele ao medo.
Em 1926, foi instrutora na Universidade de Wyoming, e, a partir de 1928 e até final da sua carreira, foi investigadora associada no Instituto de Proteção da Criança (atual Instituto de Desenvolvimento Humano) na Universidade da Califórnia, em Berkeley, onde foi igualmente professora do Departamento de Psicologia. Bayley mantinha também as funções de investigadora na Universidade de Stanford e, entre 1954 e 1964, foi responsável por estudos sobre o desenvolvimento da criança, no Laboratório de Psicologia no Instituto Nacional para a Saúde Mental, em Bethesda (estado de Maryland). A psicóloga foi ainda consultora em estudos sobre crianças com sindroma de Down, no Hospital Estatal de Sonoma, na Califórnia. Nancy Bayley foi uma pioneira na área do desenvolvimento humano, dedicando-se à documentação e medição do desenvolvimento intelectual e motor desde os bebés até aos adultos. Os graus de maturação física e mental, definidos na sua Escala Bayley de Desenvolvimento Mental e Motor, permitiram uma melhor compreensão dos processos de desenvolvimento, sendo usados como medidas estandardizadas em todo o mundo. Bayley realizou também trabalhos sobre o desenvolvimento da criança normal e deficiente, incluindo perturbações neurológicas e psicológicas como a paralisia cerebral ou o atraso mental. A psicóloga estudou o desenvolvimento das emoções nas crianças e a permanência das capacidades intelectuais ao longo da fase adulta. Investigou também o impacto dos comportamentos maternais na criança, considerando que um desenvolvimento pobre da criança resultava da pobreza e de outros fatores sociais e não de fatores psicológicos. Bayley interessou-se pelas diferenças físicas entre os géneros e igualmente pelas características andróginas, intermediárias entre traços masculinos e femininos.
Nancy Bayley produziu mais de 200 publicações sobre o desenvolvimento da criança das quais se destacam Mental Growth During the First Three Years (1933), The California First-year Mental Scale (1933) e The California Infant Scale of Motor Development (1936).
Recebeu vários prémios ao longo da sua carreira, tais como o Distinguished Scientific Contribution Award (1966), atribuído pela primeira vez a uma mulher, o G. Stanley Hall Award (1971), ambos da Associação Americana de Psicologia, e o Gold Medal Award (1982) da Fundação Americana de Psicologia. Colaborou com várias organizações, tendo sido Presidente da Sociedade para a Investigação do Desenvolvimento da Criança, entre 1961 e 1963.
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