Narmer

Pensa-se que o rei Narmer terá sido o primeiro rei da I Dinastia ou o último da chamada Dinastia 0. Governou por volta de 3150 a. C. sobre um Egito já unificado e encontraram-se designações que podem ter sido dadas a este rei, como a de rei Escorpião (lendário) e rei Aha. Estes nomes podem no entanto pertencer a outros personagens, e também se chegou a identificar o rei Narmer com Menés.
Encontraram-se em Tell Ibrahmin Awad e nos túmulos dos reis Ka e Den em Abidos impressões de selos com símbolos diversos atribuídos a este rei. Mas o mais relevante vestígio (que aponta para a unificação pela mão deste rei) é a chamada paleta de Narmer, com relevos em ambos os lados que se pensa serem uma oferta de graças pela vitória dos reinos do Sul do Egito sobre os do Norte. Esta paleta, datada do período Proto-dinástico, foi descoberta em Hierakompolis, cidade que nesta altura tinha grande importância por ser a residência oficial dos governantes do Alto Egito e um dos centros da cultura de Nagada. A difusão desta cultura foi um dos fatores que contribuíram para a unificação dos dois Egiptos no início do Período Pré-dinástico, a par de um controlo político que se foi tornando uniforme. Os fragmentos do bastão de Narmer foram igualmente desenterrados em Hierakompolis e as cenas nele gravadas alvo de diversas interpretações. Entre elas encontram-se a de que se trata do relato do Festival das Sementes do rei Narmer, a de que será o casamento do monarca com Nithotep (princesa do Norte do Egito) e a de que será a conquista da parte norte deste país, sendo em qualquer caso destes um testemunho do papel de Narmer na unificação.
Colocou-se a hipótese de Narmer ter sido enterrado em Umm el Qa'ab, o cemitério real de Abidos.
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