Neofigurativismo / Nova Figuração

O Neofigurativismo, também designado por nova figuração, é um movimento artístico no campo da pintura, desenvolvido a partir de 1960. Procurava a representação de figuras reconhecíveis e adotava muitas vezes uma complexa estrutura narrativa e um desenho denso que transmitia o imaginário pessoal do artista.
Esta tendência coletiva afirma-se num momento em que decresce a importância artística do gestualismo e do Expressionismo Abstrato, cada vez mais criticados por se terem transformado numa nova forma de academismo. Embora defendessem a representação figurativa, os artistas que integraram esta corrente manifestaram-se também contra o realismo crítico e contra o Realismo Socialista que consideravam a arte essencialmente como forma de reprodução. No entanto, apesar de se apresentarem contrários ao Abstracionismo, verifica-se que muitos artistas desenvolvem a fase neofigurativa a partir de um período de pintura abstrata.
O pintor alemão Hans Platswcheck foi um dos precursores desta tendência quando escreveu o ensaio "Neue Figurationen" em 1959. Três anos mais tarde os pintores Antonio Buono, Silvio Loffredo e Alberto Moretti publicaram o manifesto da "Nuova Figurazione" e em 1963 realizaram uma exposição dos seus trabalhos, aos quais se juntam o espanhol Antonio Saura e o polaco Jan Lebestein. A partir daqui a nova figuração conquista cada vez mais artistas, por todo o mundo. O principal divulgador e teórico deste movimento artístico foi o crítico de arte francês Jean-Louis Ferrier. Daqui se percebe a importância e impacto do Neofigurativismo em França, testemunhados pelas duas grandes exposições organizadas em Paris com o título Nouvelle Figuration.
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