Neoplasticismo

O nome "neoplasticismo" foi retirado do livro Le Neo-plasticisme do pintor holandês Piet Mondrian, publicado em Paris em 1920. O movimento, ou estilo, era também conhecido por "De Stijl", o nome da revista que o divulgou na Holanda e também em outros países da Europa.
As obras de Mondrian e de Van Doesburg constituem um desenvolvimento do Cubismo, e caracterizam-se pela adesão rígida às cores primárias (vermelho, azul e amarelo), combinadas com o branco, o preto e o cinzento, através de composições geométricas de raiz ortogonal baseadas no retângulo e no quadrado.
Acreditavam que a arte deveria aproximar-se da completa harmonia, da ordem e da clareza num crescente processo de apuramento. Os seus desejos eram profundamente filosóficos (de derivação neoplatónica) e mesmo teosóficos, como o revela grande parte dos textos escritos por Mondrian, e baseavam-se na ideia de que a arte deveria assimilar e traduzir a ordem do universo.
O neoplasticismo inspirou ainda alguns arquitetos e designers, como Gerrit van Rietveld ou Brancusi e influenciou a Bauhaus e a Arte Abstrata.
Outros dos principais artistas deste movimento foram o arquiteto J. J. P. Oud e o arquiteto e designer de mobiliário Gerrit Rietveld, cuja Casa Schröder (1924-25) em Utrecht constitui um dos pontos altos deste estilo.
Oficialmente o movimento finda em 1931 com a morte de Van Doesburg. No entanto, a influência que trouxe para a pintura e arquitetura europeias perduraria por alguns anos.
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