neurastenia

O conceito de neurastenia foi introduzido por Beard, em 1867, e aplicava-se a um estado de exaustão nervosa. O doente queixa-se de fadiga intensa e de fraqueza física e mental e de nervosismo. É um estado de astenia física e psíquica, pela incapacidade de fazer qualquer esforço, associada a uma perturbação do humor que pode evoluir para a melancolia. O sujeito tem preocupações com a saúde, uma irritabilidade marcante, cefaleias e distúrbios no sono. A neurastenia pode ocorrer como consequência de esgotamento emocional, evoluindo de maneira mais ou menos longa, mas com possibilidade de cura na maioria dos casos.
De uma maneira geral, é usual distinguir entre uma neurastenia endógena, que se desenvolve sobre um terreno constitucional com predisposição específica, e uma neurastenia adquirida em consequência de traumas emotivos, cansaço excessivo, etc.
Tratando-se principalmente de um distúrbio da personalidade, o comportamento do indivíduo sofre transformações que dificultam a sua adaptação social e levam-no a uma marginalidade, assim como à ocorrência de fobias, desconfiança e tendência para a mistificação. Segundo alguns psicanalistas, a neurastenia seria uma regressão da personalidade infantil.

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