Nicolau V

Papa italiano, Tomás Parentucelli nasceu a 15 de novembro de 1397, na localidade de Sarzana. Estudou na Universidade de Bolonha, artes, e foi depois precetor na casa de Palla Stronzi, em Florença. Voltando a Bolonha, terminou o curso de Teologia e trabalhou para o bispo Nicolau Albergati. O papa Eugénio IV nomeou-o bispo de Bolonha, em 1444, depois de lhe ter dado o importante cargo de vice-camerlengo (que era a terceira pessoa na hierarquia com mais poder, a seguir ao papa) na corte pontifícia. Em 1466 tornou-se cardeal e foi consagrado como Nicolau V a 19 de março de 1447.
Este papa conseguiu que o imperador Frederico III, que se tinha declarado neutro no conflito entre os conciliares de Basileia e o papa Eugénio IV, assinasse a concordata de Viena (17 de fevereiro de 1448), reconhecendo o papa romano e combinando-se as condições para a ação da Igreja e do imperador. Também França reconheceu o papa como único e legítimo neste mesmo ano.
Foi assim que finalizou o cisma iniciado no pontificado anterior, culminando com a abdicação e reconhecimento de Nicolau V pelo antipapa Félix V em abril de 1449. Fora publicadas três bulas, onde se incorporavam os cardeais instituídos pelo antipapa Félix ao Sacro Colégio, se confirmavam os benefícios outorgados pelo Concílio de Basileia e se revogaram as censuras contra os participantes no dito Concílio.
São Bernardino de Siena foi canonizado no ano do jubileu de 1450, cujas celebrações contribuíram para a substancial melhoria do tesouro pontifício. Foi assim que o papa pôde investir na compra de livros, necessários à instrução, e na tão necessária construção de edifícios após as épocas politicamente conturbadas que se tinham vivido na Cidade Eterna.
Empreendeu igualmente grandes esforços na reforma eclesiástica, tendo para tal enviado legados a países como a Áustria, a Alemanha, a Saxónia, a Turíngia e a Boémia.
O papa conseguiu criar uma liga italiana de defesa dos Estados de Itália, e tendo incitado à cruzada contra os turcos que tinham ocupado Constantinopla, apenas o rei Afonso V de Portugal se mostrou disposto. Recompensando-o, o papa emitiu a bula Romanus Pontifex, onde declarava que Portugal seria legítimo proprietário de todas as terras conquistadas, para que a Fé fosse difundida.
O seu reinado cessou a 24 de março de 1455. Foi sepultado na basílica de São Pedro, e o pintor Fra Angelico plasmou em sua honra e na capela com o seu nome a lenda de São Lourenço.
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