Numa Pompílio

Rei de Roma, entre 717/15 e 673 a. C., o segundo na Monarquia romana. A sua vida é metade lenda metade realidade, mas são-lhe atribuídas algumas reformas históricas, como a do calendário romano, por exemplo, ou no âmbito da religião.
Numa, de origem sabina, foi o segundo rei de Roma (datas convencionais: 717/715 - 673 a. C.), logo a seguir a Rómulo. O nome poderá ser autêntico, mas a personagem é convencional. A tradição apresenta-o como organizador de colégios sacerdotais (como o dos Flâmines ou o dos Sálicos), de cultos e de rituais, o que simboliza a instauração de uma observância escrupulosa das cerimónias religiosas públicas. Foi um reformador religioso, o primeiro Pontifex Maximus, fundador de templos, como o de Jano (não se sabe se se trata deste mesmo deus, pois era dedicado a uma figura divina bifronte) ou o altar da Boa Fé (Fides). Lendas posteriores afirmam que era assistido pela ninfa Egéria e, apesar da cronologia convencional não o dar como humanamente possível, dão-no como discípulo de Pitágoras (Numa viveu em fins do século VIII e Pitágoras andou no sul de Itália apenas em meados do século VI), para além de lhe atribuírem diversos milagres. Escritos atribuídos a Numa foram "descobertos" em 181 a. C., mas foram imediatamente destruídos. A Numa se atribui tradicionalmente, também, uma reforma do calendário, tentando coincidir os ciclos lunares com os solares, concebendo um sistema de meses intercalares que, em vinte anos, conduziria à coincidência de uma certa data com uma determinada posição do Sol.
Como referenciar: Porto Editora – Numa Pompílio na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-10-16 13:52:39]. Disponível em