O Alfageme de Santarém

Drama histórico em cinco atos, de Almeida Garrett, cuja ação se desenrola em Santarém, tendo como pano de fundo a crise política de 1383-1385. O Alfageme mencionado no título é Fernão Vaz, um espadeiro enriquecido à custa do trabalho digno, que possui o dom de polir e temperar as espadas invencíveis, a quem o condestável D. Nuno Álvares Pereira se dirige, na véspera de se juntar em Lisboa ao Mestre de Avis. Escrita ainda antes da chegada ao poder de Costa Cabral, a obra visaria, segundo Teófilo Braga, projetar a luz moral desse episódio heroico da história portuguesa sobre o momento presente, testemunhado por Garrett, denunciando a ameaça da sujeição da Rainha D. Maria II (no drama, D. Leonor Teles) aos interesses da fação conservadora (o partido do Conde Andeiro). A representação da peça foi, de facto, proibida no Teatro da Rua dos Condes; o drama foi impresso em 1842, representado por particulares, e só voltou à cena em 1846, já terminada a ditadura de Costa Cabral.
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