O Pranto do Clérigo

Peça de Anrique da Mota publicada no Cancioneiro Geral. Representa a paixão desmedida de um abade pelo vinho e os seus diálogos com a criada congolesa, com uma malícia levemente cúmplice que atenua o vigor da crítica. O autor comparece como personagem no final da farsa, após o abade ter usado a sua escrava negra como bode expiatório pelo facto de estar espalhado no chão o conteúdo da sua pipa. De facto, Anrique da Mota acaba por consolar o abade, alegando que a nova vindima não vem longe e que sempre terá a escrava para o consolar.
Como referenciar: Porto Editora – O Pranto do Clérigo na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-10-18 08:34:30]. Disponível em