Oceanário

Situado no centro do recinto, rodeado pela água da Doca dos Olivais, e considerado como uma das principais referências da EXPO'98, encontra-se o Pavilhão dos Oceanos (Oceanário), um aquário gigante concebido pelo arquiteto norte-americano Peter Chermayeff que visa recriar o oceano global.
A sua arquitetura evoca um navio de outros tempos, com uma cobertura de vidro ondulado que nos remete para o mar ou para as asas de uma gaivota. A globalidade e a diversidade dos oceanos aparece aqui representada através da síntese dos seus cinco aquários: um tanque central principal, de formato quadrado e com um volume de água equivalente a quatro piscinas olímpicas, acompanhado por quatro tanques de dimensões mais reduzidas que representam os habitats costeiros, com espécies biológicas típicas de quatro regiões do globo. Os "habitats" escolhidos, pela sua riqueza natural em termos de fauna e flora, foram os seguintes: oceano Antártico, recife de coral do oceano Índico, costas rochosas do oceano Pacífico e costa dos Açores, no oceano Atlântico. No total, são cerca de 15 mil exemplares de 200 espécies diferentes, a dar vida ao mais moderno oceanário da Europa.

O Oceanário pretende veicular uma mensagem que se pode sintetizar em três ideias principais: os oceanos como meio privilegiado de ligação entre os diferentes povos e culturas do planeta; os oceanos como local por excelência de diversidade de formas de vida; os oceanos como património fundamental, que necessita de ser defendido e preservado pelo Homem. Ou seja, o Oceanário visa, através da riqueza e diversidade dos Oceanos, contribuir para um visão mais alargada da vida na Terra e, deste modo, permitir um novo relacionamento do Homem com o meio ambiente.
Como referenciar: Oceanário in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-02-17 09:58:23]. Disponível na Internet: