Olímpico de Marselha

O clube de futebol francês Olímpico de Marselha foi fundado em 1899, por iniciativa de René DuFaure, que chegara de uma viagem a Inglaterra entusiasmado com o futebol.
O equipamento escolhido privilegia o branco, símbolo de pureza, e a divisa, que se manteve até hoje, é "o direito ao golo".
Em janeiro de 1900 a equipa disputou a primeira partida, mas só conseguiu reunir nove futebolistas. Mesmo assim bateu por 4-0 a Union Sportive Phocéene.
O primeiro campeonato francês de futebol teve lugar em 1902/1903 e o Olímpico de Marselha foi um dos participantes. No entanto, só em 1924 foi conquistado o primeiro troféu com a vitória na Taça de França. Na final, o Marselha derrotou o FC Sète por 3-2. Até à conquista do primeiro campeonato de França em 1936/37, a equipa marselhesa ainda triunfou em mais três taças gaulesas.
Durante a Segunda Guerra Mundial o clube atravessou um período de grandes dificuldades financeiras, mas sobreviveu graças ao espírito de sacrifício dos seus jogadores. Entre eles estava Ahmed Ben Bella, que mais tarde viria a ser presidente da Argélia.
No pós-Guerra foi ainda conquistado um título nacional em 1948, mas depois o clube entrou em declínio, que levou à descida à II Divisão em 1959. Em meados da década de 60, o Olímpico de Marselha esteve prestes a perder o estatuto de clube profissional, mas a chegada à presidência do clube do milionário Marcel Leclerc levou à sua recuperação. Após a contratação de alguns jogadores de qualidade, o Marselha regressou à I Divisão em 1966. O forte investimento de Leclerc na equipa permitiu que o Marselha ganhasse os campeonatos de 1971 e de 1972. Na altura, destacava-se a dupla de avançados constituída pelo jugoslavo Skoblar e pelo sueco Magnusson.
Escândalos financeiros afastaram Leclerc da presidência e o clube ressentiu-se entrando de novo em decadência, até descer de divisão em 1979/1980. Afundado em dívidas, o Marselha esteve perto da extinção, tendo sido salvo da falência pela associação de clubes profissionais franceses. No entanto, saíram quase todos os jogadores e a equipa esteve quase a descer à III Divisão, mas os juniores do clube conseguiram salvar o Marselha.
Em 1984 o Olímpico de Marselha regressou à I Divisão e, dois anos mais tarde, chegou à presidência o milionário e político Bernard Tapie. O clube investiu fortemente na contratação de jogadores e acabou por conquistar quatro títulos consecutivos, entre 1989 e 1992. Neste período, passaram pela equipa craques como Papin, Di Meco, Waddle, Tigana e Mozer.
Em maio de 1993 foi atingido o ponto mais alto do palmarés do Olímpico de Marselha, com o triunfo na Taça dos Campeões Europeus, a mais importante prova europeia de clubes. Na final, frente aos italianos do AC Milão, o Marselha ganhou por 1-0.
Mas a este período de glória seguiu-se outro de decadência, desta vez por causa de casos de corrupção, que acabaram por levar Tapie à prisão e o clube a ser despromovido à II Divisão. Neste período conturbado, o Marselha chegou a contratar o português Paulo Futre ao Benfica. Perto da ruína, o Olímpico de Marselha foi salvo pela intervenção do milionário Robert-Louis Dreyfus e aos poucos recuperou o seu prestígio na I Divisão francesa. O português Delfim foi um dos jogadores contratados no ano 2000 para integrar a equipa.
Como referenciar: Porto Editora – Olímpico de Marselha na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-12-08 00:44:42]. Disponível em