Ópera de Sydney

É o edifício mais surpreendente e mais famoso da cidade australiana de Sydney. Dedicado às artes musicais, plásticas e teatrais, é a sede da Orquestra Sinfónica de Sydney. Para além disso, o edifício contém uma biblioteca e várias galerias de exposições.

Foi construído entre 1957 e 1974, e é da autoria do arquiteto dinamarquês Jørn Utzon, que se integra na terceira geração de arquitetos modernistas. O objetivo que subjaz a esta corrente de pensamento é a procura do excecional, o que leva à criação de estruturas colossais (as megaestruturas) utilizando os materiais modernos, numa tentativa de reestruturação da própria arquitetura. Estilisticamente, procura o movimento, a curva, insurgindo-se contra a ortogonalidade. Esta corrente tem como corolário máximo a Ópera de Sidney.

Muito influenciado pela obra de Gaudí, Utzon criou o impossível ao fundir a poética do espaço, junto à água, e a tecnologia. A cobertura do edifício foi concebida em grandes calotes formadas por nervuras em betão pré-fabricado, revestidas a grés cerâmico, baço ou brilhante, criando um jogo de reflexos, tal como a água. Interiormente não apresenta correspondência formal com o exterior.
Como referenciar: Ópera de Sydney in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2021. [consult. 2021-01-27 13:53:26]. Disponível na Internet: