Ordem Equestre

A designação aplica-se aos cavaleiros do alto Império Romano. Eram obrigados a três anos de militae equestres, desempenhando funções de liderança em unidades auxiliares ou ainda tornando-se tribunos numa legião ou de uma corte romana. Esta força imperial eficaz estava na dependência direta do imperador. Apesar do seu carácter militar, foi na administração que os membros da Ordem Equestre se destacaram. A evolução da carreira dos cavaleiros processa-se ao longo de quatro escalões de tratamento, que se definiram totalmente sob o governo de Adriano. Assim, o cavaleiro com sessenta mil sestércios, designado por sexagenarius, desempenhava funções de menor valia; os detentores de cem ou duzentos mil sestércios (centenarius e duecenarius, respetivamente) podiam já ser chefes de um serviço ou governadores de uma província. O topo da carreira só se atingia quando o valor se igualava a trezentos mil sestércios. Aos tercenarii eram reservados os lugares de maior importância na orgânica administrativa: dirigiam os gabinetes, as frotas e a prefeitura do Egito, para além do exercício do desejado governo no lugar cimeiro - a prefeitura do pretório. Depreende-se que os membros da Ordem Equestre eram detentores de poder económico, no entanto, destaca-se a particularidade de a Ordem estar aberta a elementos pertencentes à burguesia municipal e ao centurionato.
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