Ordovícico

A proposta deste período resultou da polémica mantida por Sedgwick e Murchison acerca de terrenos que um incluía no Câmbrico e o outro no Silúrico. Com base no estudo de fósseis existentes nesses terrenos, o geólogo inglês Charles Lapworth propôs, juntando as camadas rochosas superiores do Câmbrico de Sedgwick e as camadas inferiores do Silúrico de Murchison, um novo período designado em 1897 por Ordovícico, derivado do nome de uma primitiva tribo céltica denominada Ordovices.
As rochas deste período encontram-se em todos os continentes atuais e pelos fósseis nelas encontrados sabe-se que a distribuição das massas terrestres da altura era muito diferente da atual: Laurência (constituída pelas atuais América do Norte e Gronelândia), Sibéria, Cazaquistão, norte da China, Austrália e partes do Sudeste Asiático estavam alinhadas junto aos trópicos. Com o decorrer do período, Laurência e Báltica (constituída pelo Norte da Europa e Escandinávia) começaram a aproximar-se, originando formações montanhosas e atividade vulcânica. Mais a sul, o supercontinente Gondwana (constituído pelas atuais América do Sul, África, sul da Europa, Médio Oriente, Índia e Austrália) começou a mover-se em direção ao Polo Sul, desenvolvendo-se glaciares continentais na área do norte e centro de África, o que levou a um grande abaixamento do nível das águas do mar (cerca de 100 m) e que durou entre 10 a 15 milhões de anos.
A vida neste período era dominada pelos invertebrados marinhos, nomeadamente graptolites e braquíopodes, que se desenvolveram rapidamente, e briozoários, crinoides, corais e tetracorais que apareceram pela primeira vez nos mares tropicais. Eram também comuns nestes mares os nautiloides e os moluscos bivalves.
Pensa-se também que algumas formas de plantas apareceram no meio do período pois foram encontrados indícios deste facto nas rochas dessa idade.
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