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Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP)

Organização internacional, fundada em 1961, integrada por 11 países que, no seu conjunto, são responsáveis pelo fornecimento de uma parte significativa do petróleo consumido pela economia mundial. Sobretudo nos anos de 1970, a OPEP usou essa influência como instrumento de pressão sobre os países ocidentais. Os membros da OPEP são os seguintes: Argélia, Venezuela, Indonésia, Irão, Iraque, Qatar, Koweit, Líbia, Arábia Saudita, Emiratos Árabes Unidos e Nigéria. A sede da OPEP fica em Viena. Embora haja um Conselho Diretivo, as decisões de fundo são tomadas em reuniões formais de delegados dos países-membros, que têm geralmente lugar de seis em seis meses.
A constituição da OPEP resultou da consciência da importância do petróleo na ordem político-económica mundial do nosso tempo.
Desta forma, a OPEP tem podido funcionar como organismo de pressão, por diversas vezes, nomeadamente no que diz respeito à fixação dos preços e das condições de circulação do petróleo bruto, bem como, direta ou indiretamente, dos seus derivados. Isso sucedeu, por exemplo, em 1973, quando a organização resolveu aumentar bruscamente os preços de venda. Nesta circunstância, tratava-se de um meio de exercer pressão sobre o Ocidente, em virtude do seu apoio a Israel contra as nações árabes do Médio Oriente. O resto da década seria marcada por outras situações do mesmo tipo, que efetivamente criaram dificuldades aos países visados, incluindo um embargo decretado à exportação para os Estados Unidos da América e para a Holanda.
A capacidade de pressão da OPEP, no entanto, viu-se muito diminuída nos anos 80, uma vez que se atenuou a dependência do Ocidente face à sua produção petrolífera - fosse porque se impulsionou a exploração de fontes alternativas de energia, fosse porque passou a haver oportunidade de recorrer a outros fornecedores, como era o caso da União Soviética.
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