Orquidáceas

Família de plantas monocotiledóneas distribuídas por cerca de 800 géneros e cerca de 20 000 espécies naturais. Existem cerca de 100 000 espécies híbridas. As Orquidáceas (Orchidaceae) são plantas herbáceas terrestres, epífitas, rupícolas, saprófitas, palúdicas e subterrâneas (precisando, neste caso, da ajuda de um fungo para se desenvolverem). Possuem rizomas, bolbos ou tubérculos.
As Orquidáceas são cosmopolitas, constituindo uma das maiores famílias de angiospérmicas. Adaptam-se com facilidade a ambientes muito diversos, podendo encontrar-se espécimes tanto em regiões geladas, como muito quentes.
As folhas são simples, normalmente, alternas, inteiras e, por vezes, reduzidas a bainhas ou escamas. Sem estípulas.
As flores, geralmente hermafroditas, são irregulares. Têm o perianto sepaloide, composto por seis tépalas, três exteriores, livres ou soldadas, e três interiores, livres. A tépala intermédia interior diferencia-se das laterais. Tem a forma um labelo, e apresenta, por vezes, um esporão. O androceu, formado por um a três estames, está associado ao gineceu, com três carpelos soldados - ginostémio. O estigma e estilete encontram-se altamente modificados nestas plantas. O ovário é ínfero, com vários óvulos.
O fruto é uma pseudocápsula deiscente, unilocular, com sementes muito pequenas e numerosas, sem albúmen.
As flores das Orquidáceas são muito apreciadas pela sua beleza rara. São exemplos de géneros ornamentais os Dendrobium, Cattleya e Paphiopedilum.
As orquídeas podem apresentar dimensões muito variadas desde muito pequenas, de 2 a 3 cm de altura, com flores cujo tamanho é comparável a uma cabeça de alfinete, até muito grandes, como a Grammatophyllum africana, que atinge cerca de 7 m de altura.
Pensa-se que o cultivo de orquídeas seja muito antigo, havendo registos que levam a crer que já eram cultivadas no ano 2000 a. C., sobretudo no Oriente.
A palavra "orquídea", que deriva do grego órkhis ("testículo"), terá sido utilizada pela primeira vez pelo filósofo e botânico grego Teofrasto.
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