ortogénese

A teoria da ortogénese baseia-se na hipótese de que a evolução é unidirecional e que se continua da mesma maneira. É aceite por muitos paleontólogos, baseados na observação de numerosos factos, que a evolução não se processou ao acaso. A observação de fósseis mostra a existência de transformações coordenadas, orientadas e, por vezes, independentes do meio.
Para os neodarwinistas, a evolução resultaria da interação de fatores mutacionais e seletivos, reduzindo-se a ortogénese a uma seleção natural atuando no mesmo sentido durante muito tempo, o que explicaria a existência de séries ortogenéticas. Contudo, a existência destas séries parece difícil de explicar sem que tenha havido mutações repetidas no mesmo sentido.
Outros autores admitem que o meio ambiente condiciona e provoca mutações, pelo que a permanência de determinado condicionalismo ambiental poderia explicar a existência de séries ortogenéticas.
Atualmente, a ortogénese não é considerada um mecanismo de evolução mas o resultado de uma seleção contínua das mesmas características de um ser vivo.
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