Os Dedos Os Dias As Palavras

No primeiro volume de poesia publicado por Maria Teresa Rita Lopes, autora cuja formação é nutrida por uma convivência íntima com a obra pessoana, existe, segundo António Ramos Rosa, "uma constante réplica ao quotidiano e essa réplica é uma afirmação de liberdade contra todos os entraves que impedem a adesão ontológica do ser assim mesmo" (cf. ROSA, António Ramos - A Parede Azul, Estudos Sobre Poesia e Artes Plásticas, Lisboa, Caminho, 1991, p. 155). Sob o ponto de vista formal, esta coletânea tende, ainda segundo o mesmo poeta e crítico, para um "minimalismo" que "veicula a pontualidade do instante e do mesmo passo, a orla do vazio que cerca cada palavra", sendo que "esta vacuidade é uma afirmação da plenitude de um instante de equilíbrio entre o ser e o nada" (id. ibi., p. 156).
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