osteictes

Classe de peixes que derivaram provavelmente de antepassados silúricos primitivos e cuja maioria possui esqueleto totalmente ósseo.
Os gregos denominavam os peixes com o nome Ichthyes e a ictiologia é o estudo científico dos peixes.
O nome vulgar de peixes deriva do latim Pisces. Os mais típicos - ou peixes ósseos - possuem esqueleto ósseo, podem ter o corpo fusiforme e nadam mediante movimentos do corpo e das barbatanas e respiram por brânquias ou guelras.
No Devónico Médio, os osteictes estavam divididos em duas linhagens distintas. Uma linhagem, a dos Actinopterygii, que incluía os modernos peixes ósseos, que constituíram a maior das radiações de vertebrados. A outra linhagem, a dos Sarcopterygii, constituía um grupo que está hoje representado pelo celacanto e pelos dipnoicos. A evolução dos Sarcopterygii deve ter originado os vertebrados terrestres (tetrápodes).
Embora o nome Osteichtyes signifique peixes ósseos, a presença de tecido ósseo não é uma característica exclusiva deste grupo. Muitos dos peixes paleozoicos que precederam os osteictes possuiam tecido ósseo, enquanto alguns dos primitivos peixes ósseos como, por exemplo, o esturjão, possuem muito mais tecido cartilagíneo que tecido ósseo nos seus esqueletos. Contudo, a maioria dos osteictes possui esqueleto totalmente ósseo.
Estruturalmente, os peixes ósseos são caracterizados pelos seus esqueletos, escamas finas e flexíveis, pela complexidade das suas mandíbulas, pela existência de bexiga natatória e pela avançada estrutura do encéfalo.
O peixe mais pequeno existente na Terra é do género Pandaka, vive nas Filipinas e não excede um centímetro de comprimento. A maior parte dos peixes ósseos mede menos de um metro de comprimento. Algumas espécies podem atingir os 3,7 metros de comprimento e há espécies que atingem o peso de 907 quilogramas.
Os peixes distribuem-se desde os mares polares até ao Equador e desde a superfície até profundidades superiores a 900 metros. Nos Andes vivem em lagos que se situam a 4500 metros de altitude. Vivem no alto mar, nos fundos rochosos, arenosos e lodosos, nas fissuras dos recifes, nas baias e estuários salinos, nos rios e lagos de água doce ou alcalina, na água das cavernas e nas águas termais. Contudo, a maioria dos peixes tem um limite de temperatura de sobrevivência que varia entre os -9,5 ºC e os 21 ºC. Muitos peixes fazem migrações.
Os peixes ósseos possuem cores diversificadas devido à existência de células pigmentares ou cromatóforos na derme e na parte exterior ou interior das escamas. Alguns peixes mudam de cor devido à contração ou expansão, mais ou menos rápida, dos pigmentos dos cromatóforos.
As barbatanas, pares e ímpares, têm formas, tamanho e posição diversos. A maioria dos peixes nada por ondulação lateral da cauda e da barbatana caudal, produzida por contrações alternadas dos músculos. As restantes barbatanas são utilizadas, principalmente, para manter o equilíbrio e mudar de direção. A maioria dos peixes é predadora, incluindo os juvenis das espécies herbívoras, alimentando-se de pequenos animais aquáticos e de outros peixes. Alguns peixes de grande tamanho podem capturar aves ou mamíferos.
Os peixes são em geral ovíparos, embora existam espécies e membros de alguns grupos que são vivíparos. Os ovos são geralmente pequenos e o tempo necessário para o seu desenvolvimento varia segundo as espécies e a temperatura da água. Os juvenis de algumas espécies vivíparas são semelhantes, quando nascem, aos adultos mas outras passam por uma fase larvar e atingem gradualmente a forma adulta.
Os peixes ósseos derivaram provavelmente de antepassados silúricos primitivos. As estirpes mais antigas, de hábitos predadores tiveram uma grande distribuição durante o Paleozoico que continuou no Mesozoico.
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