Oud

Arquiteto holandês,Jacobus Johannes Pieter Oud nasceu em 1890 e faleceu em 1963. Formou-se pela "Arts and Crafts School", de Amesterdão. Prosseguiu depois os seus estudos na Universidade Técnica de Delft. A partir de 1906, trabalhou com Joseph Cuypers e Jan Stuyd, partindo para Munique em 1911, onde trabalhou com Theodor Fischer até 1912. Após este período estabeleceu-se em Leiden.
No entanto, a sua primeira obra havia já sido realizada em 1906 em parceria com W. M. Dudok, a Woonhuis Hartog-Oud, constituída por quatro casas em banda, em Purmerend, a sua terra natal. Apesar de jovem, Oud já demonstrava uma série de preocupações e influências que abarcavam a cidade-jardim de Raymond Unwin e que iriam ser fundamentais no desenvolver da sua carreira, bastante marcada pelas novas zonas de expansão das cidades, através dos complexos habitacionais por si criados.
Em 1917, fundou com Theo von Doesburg a revista De Stijl, a qual se assumiria não só como uma publicação, mas como todo um movimento artístico fundamental no incremento do modernismo que então se sucederia. Apesar de ter abandonado o projeto devido a divergências ideológicas, este período revelou-se importante no desenvolvimento de uma teoria arquitetónica que passava pelo uso de elementos pré-fabricados na progressão de um conceito em que o "belo" era atingido através da funcionalidade do projeto. No ano de 1918 assume a direção do Departamento de Habitação da Câmara de Amesterdão, e só em 1933 cria o seu próprio escritório em Roterdão.
De entre o conjunto da sua obra, uma das mais emblemáticas consiste nas casas em banda, Weissenhof, em Estugarda, Alemanha (1927), erigidas segundo uma linguagem típica do modernismo então vigente, com as superfícies rebocadas de branco rasgadas por francas aberturas horizontais. O esquema de implantação faz uso de um jardim fronteiro para afastar as casas da rua (propondo do mesmo modo um pátio posterior), desenvolvendo-se as áreas comuns no piso de baixo e os quartos no piso de cima, juntamente com as únicas instalações sanitárias (que assim poupavam área no piso térreo, dado que se tratavam de casas de baixo custo e, logo, de pequenas dimensões).
Destacam-se ainda a Siedlung Oud-Mathenesse (1920), ou o edifício de habitação Kiefhook, em Roterdão (1930), sempre no domínio da habitação, sendo que a partir da segunda metade da década de 30 diversifica a sua atividade para outro tipo de programas que englobam o edifício Shell, em Haia (1938-1948), o edifício da Câmara de Amesterdão (1938); e o Edifício de Congressos de Haia (1956-1969).

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