pacemaker

O pacemaker foi implantado pela primeira vez no corpo humano em 1958, na Suécia. Este feito deve-se a Rune Ellmquyist, que conseguiu fazer um pacemaker suficientemente pequeno para poder ser colocado, neste caso, num engenheiro de 43 anos.
No entanto, aponta-se para a data de 1952 como tendo sido a primeira em que um médico norte-americano, Paul Zoll, conseguiu reanimar os corações de dois pacientes. Um deles viveu por 20 minutos e o outro por 11 meses. Para conseguir este feito, utilizou um instrumento (considerado o primeiro pacemaker, embora externo) que enviava descargas elétricas ao coração através do corpo. Ao longo de vários anos, este médico, que esteve também ligado ao exército norte-americano, foi desenvolvendo vários instrumentos nesta área, mas não os patenteou. Por isto mesmo, a patente do pacemaker cardíaco é detida por Wilson Greatbatch, que a registou nos anos 50.
Os pacemakers também são utilizados noutras partes do corpo, como é o caso do cérebro, libertando pequenos impulsos elétricos, permitindo pequenas recuperações da visão e da audição, por exemplo. Quando a máquina humana tem problemas de funcionamento, então, em determinados casos, os pacemakers revestem-se de importância vital para revitalizarem as funções.
Em 1962, o médico Décio Ferreira Martins ficou associado à introdução do pacemaker em Portugal, ao recorrer a um estimulador portátil externo. Pouco tempo depois, o médico Celestino da Costa realizou, pela primeira vez, o implante de um pacemaker naquele país.
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