Palácio de Alhambra

Situado na Andaluzia, a norte da Serra Nevada, junto à cidade do Goa, é património da Humanidade desde 1984. O palácio de Alhambra marca o apogeu da arquitetura árabe e é a residência palaciana mais bem conservada do mundo muçulmano. Foi batizado de Calat al-Hamra, que significa Castelo Vermelho, devido à cor avermelhada da pedra dos muros.
A sua construção deve-se a Mohamed I, numa altura em que o califado de Córdova perde influência a favor do sultanado de Granada, cujo apogeu vai de 1238 a 1492. Os edifícios mais importantes foram construídos na época de Yusut I (1333-1354) e de seu filho Mohamed V (1354-1391). Da parte mais antiga da fortaleza resta o recinto interior. O núcleo principal deste palácio-fortaleza é constituído por dois conjuntos de grandes compartimentos dispostos em torno de pátios abertos. No quarto de Comares encontra-se o mexuar, a sala onde o sultão administrava a justiça e o salão do trono, também chamado dos embaixadores. Para além de aposentos privados e administrativos, possuía mesquita, quartel, banhos e jardins. A sua arquitetura não corresponde a um estilo determinado, porque até à tomada pelos Reis Católicos em 1492 foi continuamente ampliado e embelezado.
As paredes aparecem cobertas de motivos ornamentais: arabescos em ouro, vermelho e azul, inscrições douradas, rosetas e azulejos. Os arcos em ferradura ou de meio ponto apresentam uma decoração filigranada, arabescos entrelaçados e estalactites de madeira talhada. Sobressaem a Sala dos Reis e a Sala dos Embaixadores.
De destacar o simbolismo ligado à água presente no Pátio dos Leões e nos jardins intimamente ligados ao palácio.
Como referenciar: Palácio de Alhambra in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-02-17 10:45:20]. Disponível na Internet: