Palácio de Carlos V

Palácio situado em Granada nas proximidades do palácio de Alhambra, foi mandado construir por Carlos V em 1526, segundo a traça elaborada por Pedro de Machuca que, para além de arquiteto, era pintor e escultor, tendo sido educado no círculo de Rafael e Michelangelo Buonarroti. Como arquiteto encontra-se próximo de Bramante e de Sangallo. Este palácio é considerado, pela sua pureza e proporções, a obra mais classicista do Renascimento realizada fora de Itália.
Apesar da vizinhança com o palácio nazarí de Alhambra, o monarca soube respeitar esta construção. A sua construção desenvolveu-se lentamente e Pedro de Machuca, que morreu em 1550, pouco viu da obra que iniciou, tendo sido substituído pelo seu filho Luís.
Apresenta uma planta retangular à qual foi adicionado um pátio circular, no entanto, a unidade do conjunto é total. O pátio circular é uma inovação, mesmo quando comparado com outros edifícios italianos da mesma época. Os monumentos da Antiguidade romana talvez tenham inspirado o arquiteto, nomeadamente o anfiteatro, já que este pátio foi pensado para festas e torneios. Apesar desta filiação romana, mantém a sua originalidade, nomeadamente na horizontalidade da estrutura e no uso do círculo inscrito num quadrado, que confere ao edifício tenção dinâmica e teatralidade.
O exterior apresenta dois pisos e no piso inferior foram usados grandes silhares à maneira toscana o que, em conjunto com a articulação das colunas duplas e vãos sobrepostos, resulta em fachadas movimentadas e em fortes contrastes entre claro e escuro.
As obras foram abandonadas em 1633 pelo que o palácio ficou por terminar pois faltou o dinheiro dos impostos pagos pelos Mouros.
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