Paleozoico

Primeira grande era geológica, compreendida entre -570 e -245 milhões de anos. Está dividida em seis períodos: Câmbrico, Ordovícico, Silúrico, Devónico, Carbónico e Pérmico. O seu nome deriva do grego e significa "vida antiga".
O início do Paleozoico (os primeiros 130 milhões de anos) foi caracterizado por grandes movimentos da crosta terrestre, com formação de inúmeras montanhas e geossinclinais em zonas da América do Norte, Europa e Ásia. Houve também formação de grandes mares a sul das zonas emergentes, enquanto que grande parte da América do Norte estava coberta por um quente mar de coral.
Foi também durante os primeiros tempos desta era que apareceram e se tornaram abundantes os invertebrados, sendo hoje dos fósseis que se encontram mais frequentemente (trilobites e outros artrópodes marinhos). Pelo final do Câmbrico eram já várias as formas marinhas abundantes: graptolites, cefalópodes, braquiópodes e trilobites eram os quatro grupos dominantes e que deram origem a uma fauna mais rica e extensa. Também por esta altura apareceram os primeiros peixes, enquanto que a flora era composta predominantemente por algas e alguns musgos.
O final do Paleozoico, de -410 a -245 milhões de anos, foi uma época de tremendas mudanças. A vida animal e vegetal floresceu nos grandes mares quentes e superficiais e as convulsões do planeta puseram a descoberto grandes depósitos minerais: a maior parte do cobre, ouro, zinco, chumbo e outros minerais que hoje são explorados provêm do período Devónico, de tal modo que a atividade mineira dos nossos dias foi importante na expansão dos conhecimentos geológicos sobre o referido período. Os continentes do Norte estavam cobertos de florestas pantanosas que eram repetidamente inundadas pelo avanço dos mares, que enterravam a vegetação sobre uma camada de lodo. O calor e a pressão transformaram essa vegetação enterrada em carvão e petróleo, tão importantes nos dias de hoje.
Durante o período Devónico a vida animal evoluiu dos oceanos para a superfície terrestre, aparecendo as primeiras espécies anfíbias que atingiram grande diversidade nos períodos Carbónico e Pérmico. Quando, neste último período, o clima se tornou desértico, os anfíbios deram lugar aos répteis, que podiam pôr ovos originando seres pouco dependentes da água. Os répteis desenvolveram-se, assim, muito rapidamente, originando muitas espécies diferentes. No final do Paleozoico apareceram também os primeiros insetos. Mais de 500 espécies são conhecidas, incluindo libelinhas de mais de 60 cm, devido aos fósseis do Carbónico.
O final desta era foi também palco de grandes glaciações, como é demonstrado pelos depósitos glaciares encontrados na América do Sul, África, Antártida e Austrália. Este acontecimento ameaçou com a extinção as espécies de água quente. No entanto, no fim do Paleozoico deu-se uma das maiores crises da história da vida: o clima aqueceu e não houve mais glaciações por milhões da anos; as espécies adaptadas à água fria foram reduzidas a metade quer nas suas populações quer na sua variedade e, em terra, os anfíbios e mais de 80% dos répteis extinguiram-se no final do Pérmico.
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