pânico

Quando se fala de pânico fala-se de ataque ou perturbação de pânico. Assim, estes termos designam um terror súbito e um medo muito forte, geralmente irracional. Distingue-se do estado de ansiedade pela existência simultânea de vários sintomas físicos, tais como palpitações, tonturas, suores, sensações de falta de ar ou sufocamento, dor ou desconforto torácico, medo de perder o controlo ou de "enlouquecer" e medo de morrer. Durante esta crise, é impossível o controlo da atividade mental. Pode surgir ainda perda da noção da realidade.
As pessoas que entram em pânico costumam ter tendência para uma preocupação excessiva com os problemas do quotidiano, têm um bom nível de criatividade, excessiva necessidade de controlar as situações, têm expectativas altas, pensamento rígido, são competentes e confiáveis. Psicologicamente, costumam reprimir alguns ou todos os sentimentos negativos, sendo os mais comuns o orgulho, a irritação e principalmente os seus conflitos internos. As crises de pânico duram minutos e costumam ser inesperadas, ou seja, não seguem situações especiais e podem surpreender o paciente em ocasiões variadas. Psicologicamente, constata-se, na maioria dos casos de portadores de sintomas de pânico, a existência de conflitos intrapsíquicos. Algumas vezes, nem mesmo os pacientes têm a nítida noção de vivenciar tais conflitos, os quais atuam, nestes casos, a um nível inconsciente.
Os fatores stressantes e os conflitos atingem as pessoas de forma diferente. Algumas pessoas convertem para o físico e orgânico as suas emoções. E outras sofrem a um nível mais psicológico e fazem depressões. A característica essencial do transtorno de pânico é a presença de ataques de pânico recorrentes e inesperados, seguidos por pelo menos um mês de preocupação persistente acerca de ter um outro ataque de pânico, preocupação acerca das possíveis implicações ou consequências dos ataques de pânico, ou uma alteração comportamental significativa relacionada com os ataques.
A idade de início para o transtorno de pânico varia muito, mas está mais tipicamente entre o final da adolescência e a faixa dos 30 anos.
Mais recentemente, atribui-se aos ataques de pânico um papel bastante central, pois considera-se que a própria agorafobia e os sintomas fóbicos são complicações que derivam de uma perturbação de pânico.

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