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patologia social
Entende-se por patologia social, em sentido amplo, um estado relativamente prolongado de ausência ou de alteração da normalidade de uma instituição, de uma organização, do sistema económico, do sistema de saúde, do sistema de ensino ou da sociedade em termos globais. Esta não-normalidade sociológica pode ser explicada por diversos aspetos: pela recusa por parte dos atores ou de certos grupos de se orientarem segundo o quadro normativo de uma sociedade, pela fraca implementação do universo normativo ou pela rutura deste.
A patologia social pode, portanto, ser tratada por oposição à normalidade. Para Durkheim, o facto normal corresponde à média; o facto normal é geral. Esta generalidade do facto normal pode ter duas expressões estatísticas: são factos normais fenómenos que fazem parte dos usos e costumes das comunidades, sendo, por isso, praticados massivamente (o casamento ou os rituais religiosos, por exemplo), como o são factos que, embora tenham uma ocorrência mais reduzida, se verificam em todas as sociedades (o suicídio). Em função disto, os factos patológicos são, numa definição negativa, aqueles que se afastam da normalidade ou da generalidade estatística. Durkheim irá considerar que o crime (a violação da lei) é normal em todas as sociedades - tendo a criminalidade, de facto, uma expressão estatística -, na medida em que as normas e as regras são violadas por determinados indivíduos. É por isso que as sociedades se esforçam por conter a criminalidade até uma taxa considerada normal, a fim de evitar o surgimento de situações de patologia social.
A patologia social está, em suma, associada às formas de ausência de regras e enfraquecimento dos valores, ou às formas de anomia (na terminologia de Durkheim).

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