património

Havendo diversos tipos de património, considera-se genericamente tudo aquilo que é um valor duradouro. Intrinsecamente associado ao Direito, numa das suas vertentes encontra-se ligado à noção de Estado, na medida em que cada pessoa vive em sociedade e integrada num país ou domínio. Assim, o conceito de património visto a partir deste prisma pode englobar tanto aquilo que se entende ser de pertença pública como estes mais aqueles abarcados pelo domínio privado, que são usualmente alvo de imposto.

Tradicionalmente o património implica uma transmissão de antecessor para sucessor, ideia que se torna mais importante no âmbito da História, uma vez que aquilo que foram os antepassados de todas as pessoas e lhes pertenceu é o legado de hoje, uma das razões que motiva a pesquisa histórica exaustiva. Há contudo diversos tipos de património, seja ele físico ou imaterial.

Podemos referenciar em primeiro lugar um dos valores mais importantes em termos sociais, económicos e políticos do seu tempo: o Património de São Pedro (Patrimonium Petri) ou domínio do papado, que compreendia os territórios italianos entre ao mar Tirreno, a campina romana, a Sabina e a Úmbria.

A noção mais abrangente e completa de património é a que compreende os elementos que persistiram de épocas passadas, provas de formas de vida, de cultura, de sociedade e de civilização que são basilares para o Homem atual se referenciar e encontrar a sua identidade.

Vemos portanto surgir, nas cidades (sobretudo nas de maior dimensão), os bairros étnicos, que agregam pessoas cujo denominador comum é a origem e que preservam nesse espaço que lhes é exclusivo os usos e costumes que sustentam a sua identidade e lhes outorgam características únicas.

Deve também ser considerado o facto de a noção de património não ser de data recente, uma vez que já o povo romano se dedicou a copiar em mármore a estatuária brônzea helénica, com o objetivo dela usufruir e de lhe conferir longevidade, de tal forma as suas características eram admiradas.

Saltando no tempo, os proprietários das Wünderkammer (Câmaras de Maravilhas) e as Kunstkammer (Câmaras de Arte) renascentistas coletaram as formas e obras que se revestiam de maior preciosidade a qualquer nível, antecedendo os museus, fundações, galerias e demais instituições que se dedicam à preservação do património.
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