Paulo Coelho

Escritor brasileiro nascido em 1947, no Rio de Janeiro. Estudou Direito na cidade onde nasceu mas, em 1970, abandonou o curso e dedicou-se a atividades ligadas à arte. Foi ator e encenador de teatro, jornalista e compositor de músicas, tendo trabalhado para artistas como Elis Regina e Rita Lee. Trabalhou também com o rocker brasileiro Raul Seixas, com quem fez parceria em mais de 60 temas. Na sua juventude, Paulo Coelho foi hippie e viajou bastante pelo mundo tendo convivido com sociedades secretas e religiões orientais como resultado da constante busca espiritual que viria a influenciar a sua obra literária. Em 1982, lançou o romance de estreia, Arquivos do Inferno, editado com o seu dinheiro, mas não teve nenhum sucesso. Três anos mais tarde, colaborou na elaboração de O Manual Prático do Vampirismo, obra que, contudo, mais tarde viria a considerar de má qualidade. Em 1987, após ter percorrido como peregrino, no ano anterior, os Caminhos de Santiago, em Espanha, lançou Diário de Um Mago.
Insistindo na carreira de escritor Paulo Coelho editou em 1988 O Alquimista, romance que se viria a transformar no livro mais vendido de sempre no Brasil. A partir daí todos os seus romances conheceram um grande êxito global, incluindo em Portugal. Títulos como Brida (1990), Verónica decide morrer (1998), O Demónio e a Senhorita Prym (2000), Onze Minutos (2003) e Zahir foram grandes sucessos. Segundo a revista norte-americana Publishing Trends, o romance Onze Minutos foi o livro mais vendido no mundo em 2003, apesar de nesse ano não ter entrado no mercado dos Estados Unidos da América e do Japão. A mesma revista revelou que, nesse mesmo ano, O Alquimista foi o sexto livro mais vendido do mundo.
Os livros de Paulo Coelho já foram traduzidos para perto de 60 línguas e editados em mais de 150 países. O sucesso de Paulo Coelho levou a que fosse convidado a integrar, entre outros postos, o cargo de Conselheiro Especial da UNESCO para Diálogos Interculturais e Convergências Espirituais e a Academia Brasileira de Letras. Em 1996, foi ordenando Cavaleiro das Artes e das Letras pelo Governo francês e, dois anos mais tarde, Comendador da Ordem do Rio Branco, no Brasil. De novo em França, em 2000, foi ordenado Cavaleiro da Ordem Nacional da Legião de Honra e, em 2003, Oficial das Artes e das Letras.
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