Paulo Gonzo

Cantor português, de nome verdadeiro Alberto Ferreira Paulo, nasceu a 1 de novembro de 1956, em Lisboa.
Em 1975, formou com o guitarrista João Allain, o grupo blues-rock, Go Graal Blues Band, uma referência da música portuguesa cantada em inglês na viragem da década.
Após 12 anos de atividade com a banda e de quatro álbuns gravados - Go Graal Blues Band (1979), White Traffic (1982), Black Mail (1983) e So Down Main (1987), Paulo Gonzo decidiu iniciar carreira a solo. Em 1985 estreou-se com o single "So Do I", confirmando a primazia da soul e do rhythm 'n' blues na sua sonoridade. Outros exemplos: "These Arms Of Mine" e "My Girl", versões dos clássicos de Otis Redding.
Em 1986 editou o álbum de estreia, My Desire. Outro tema: "She Knocks Three Times", obteve algum sucesso nos mercados discográficos da Alemanha, Áustria e Suíça.
Em 1992, editou Pedras Na Calçada, o primeiro trabalho cantado em português, que incluiu êxitos como "Caprichos Da Lua" e, principalmente, "Jardins Proibidos". Seguiram-se My Best (1993) e Fora D'Horas (1995), que incluiu o sucesso "Acordar", tema composto por Pedro Abrunhosa.
O ano de 1997 marcou a edição de Quase Tudo, o álbum de maior sucesso da sua carreira, do qual fez parte o dueto com Olavo Bilac (Santos e Pecadores) na nova versão de "Jardins Proibidos". Vendendo mais de 200 mil cópias (quintupla platina), este trabalho inlcuiu ainda o sucesso "Dei-te Quase Tudo", a canção mais tocada na rádio em 1997, logo seguida de "Jardins Proibidos".
No ano seguinte, surgiu Suspeito (1998), álbum que incluiu o single "Pagava P'ra Ver", mas que não obteve o sucesso do seu antecessor.
Em 1999, gravou Paulo Gonzo Unplugged, que contou com a colaboração de artistas como Tim e Rui Reininho.
Entre várias atuações relevantes em toda a sua carreira, destacam-se a que deu em setembro de 1996, no Estádio do Restelo (Lisboa), na primeira parte do concerto de Tina Turner, em junho de 1998, na Expo 98, juntamente com o grupo australiano Savage Garden e, em maio de 99, com vários artistas portugueses no palco do Coliseu de Lisboa, em solidariedade para com o povo de Timor.
Ao longo da sua carreira, colaborou em projetos de outros artistas: tocou harmónica num tema do álbum Mosquito dos GNR; participou no álbum ao vivo dos Santos e Pecadores, cantando em dueto com Olavo Bilac o tema "Momento Final"; interpretou um tema de Jorge Palma na coletânea Voz & Guitarra (1997); e participou no álbum-tributo aos Xutos & Pontapés, XX Anos XX Bandas, com a interpretação da canção "Chuva Dissolvente".
O músico regressou em 2001, com Mau Feitio, não conseguindo o mesmo sucesso dos discos anteriores.
No ano seguinte, Paulo Gonzo esteve envolvido na edição do single "Mundial", título não oficial de apoio à participação da seleção portuguesa de futebol no campeonato do mundo desse ano. Ainda nesse ano, colabora na compilação Somos Benfica.
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