Paz dos Pirenéus

No período da assinatura do tratado, a Espanha estava ainda em guerra. Graças aos talentos militares de Condé, tiraram-se algumas vantagens com os acontecimentos ocorridos durante a Fronda, que se pôs ao serviço da coroa espanhola. Mazarin aplicou-se, com a ajuda de Turenne, para restaurar a sua posição e procurou ajuda externa junto de Inglaterra, apesar de não concordar com regime de Cromwell. Na Alemanha, Mazarin formou a Liga do Reno para prevenir a neutralidade do Império e evitar a ajuda do imperador a Espanha (1658). Este facto foi um passo em frente na política de intervenção nos países do Reno, sob o pretexto de preservar as liberdades da Alemanha. A recaptura de Dunquerque após a vitória de Turenne nas dunas, que resultou na conquista da Flandres, foi o golpe final para os espanhóis, que se viram forçados a assinar a paz.
Em 1659 é assinada a paz dos Pirenéus entre a França e a Espanha. Esta cedeu à França o Rossilhão e a Sardenha, e grande parte de Artois e da Flandres. Como resultado deste tratado celebrou-se o casamento entre Luís XIV e Maria Teresa, filha de Filipe IV, que renunciou ao trono espanhol. Mazarin conseguiu assim, de acordo com as aspirações de Henrique IV e Richelieu, destruir o império católico de Filipe II e a estabilização da monarquia.
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