Pedro Abrunhosa

Músico português, nasceu a 20 de dezembro de 1960, no Porto, e licenciou-se em Composição e História da Música. Enquanto estudante no Conservatório de Música portuense, integrou o Grupo de Música Contemporânea do compositor espanhol Enrique X. Macias.

Em 1980 e 1981 frequentou cursos de Pedagogia Musical, estudou contrabaixo em Madrid com músicos estrangeiros (Joe Hunt, Wallace Rooney, Gerry Nyewood e Steve Brown) e participou em seminários internacionais de Jazz. Em 1985 formou com o guitarrista espanhol Joaquin Iglésias o quarteto Banda de Bolso.
Foi escolhido para contrabaixista da orquestra da Fundação Calouste Gulbenkian e em 1987 lecionou contrabaixo na Escola de Jazz do Hot-Club de Lisboa. Acompanhou em digressões pelo país e por toda a Europa músicos como Boulou Ferré, Elios Ferré, Ramon Cardo, Frankie Rose, Vincent Penasse e Tommy Halferty.

Compôs e interpretou música para os filmes Amour en Latin e Adão e Eva, para as peças Possessos de Amor, A Teia e Aniversário da Infanta, e ainda para o vídeo 150 Anos do Bonfim.

Foi cofundador da Escola de Jazz do Porto, onde lecionou durante três anos, e fundou e dirige a orquestra da mesma escola, para a qual escreve grande parte dos arranjos. Foi também professor na Escola Superior Artística do Porto e na Escola de Música Caius.

Fundou e dirigiu a Cool Jazz Orchestra, agrupamento vocacionado para o Rhythm 'n' Blues que viria a chamar-se Pedro Abrunhosa e a Máquina do Som. O seu primeiro grande êxito junto do grande público aconteceu quando gravou o disco Viagens com os Bandemónio, atingindo a marca única de 130 000 discos vendidos (quinto disco de platina em 1997). O disco manteve-se no top nacional durante 72 semanas consecutivas. Considerado o melhor álbum do ano, foi gravado em Londres com o diretor musical de James Brown, o músico Maceo Parker.

Em 1996 lançou o seu novo trabalho, Tempo, gravado nos EUA com músicos e técnicos de Prince. Em escassos dois meses, o disco vendeu 200 000 exemplares, atingindo o quarto disco de platina em 1997. Em fevereiro desse ano foi galardoado com o prémio O Melhor Disco do Midem '97.

Para a abertura da Expo 98 foi preparado um musical de duas horas, Paper Boy. Em 1999, participou em A Carta de Manoel de Oliveira, filme que recebeu o Prémio Especial do Júri do Festival de Cannes.

O muito aguardado terceiro disco do músico apareceu em 1999. Silêncio não foi capaz de manter os níveis de êxito dos seus antecessores, mas contribuiu para revelar um compositor mais maduro, abraçando outras sonoridades, mais eletrónicas e mais rock. Antes destas edições, o cantor havia lançado F (EP, 1995), Pedro Abrunhosa (EP em francês, 1998) e Tempo Remixes (1997).

Em 2002, chegou às lojas o álbum Momento. O disco foi promovido com um videoclip do tema "Momento: Uma Espécie de Céu", com realizaçãodo cineasta Manoel de Oliveira. Este disco marcou o regresso de Abrunhosa ao seu som mais característico, a pop romântica, pautada por uma voz invulgar e exorcizante. A digressão de suporte a este disco foi um enorme sucesso, destacando-se os três espetáculos esgotados no Coliseu do Porto e a atuação no Pavilhão Atlântico, em Lisboa. A tournée percorreria todo o país e motivaria a edição de um disco ao vivo que estava guardado na prateleira há algum tempo. Palco (2003) guardava momentos de concertos do ano de 1997, especialmente o mítico espetáculo no Coliseu do Porto. Este registo, além do duplo-álbum de faixas ao vivo, incluía um terceiro disco, com algumas faixas interpretadas em dueto com cantores brasileiros. Assim, nomes como Lenine, Sandra de Sá e Zélia Duncan associaram-se a Pedro Abrunhosa, interpretando temas do último trabalho do músico português.

O músico seria escolhido para encerrar o espetáculo Rock In Rio Em Lisboa, em 2004. No final de 2005, Pedro Abrunhosa lançaria Intimidade, o primeiro DVD da sua carreira que, acompanhado por um CD duplo, reproduz o espetáculo do artista na Casa da Música, no Porto, em abril desse mesmo ano.



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